Por Auxiliador Paiva
No dia 08 de Março, o mundo comemora o Dia Internacional da Mulher, data em que todas as homenagens são voltadas para elas, as incansáveis guerreiras, criaturas batalhadoras e abnegadas companheiras. Uma pena que essa data seja comemorada anualmente, quando todos os dias são Dia da Mulher. A primeira vez que essa data foi celebrada, foi em 1975. Essa celebração anual se deu após a organização do Partido Socialista da América, no dia 20 de fevereiro de 1909, em Nova York, decorrente de uma manifestação em prol da Igualdade dos Direitos Civis das Mulheres. Essa data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas- ONU, na década de 70.
O dia 08 de Março, é um convite para uma reflexão do papel dessas guerreiras, no campo afetivo, familiar e profissional, este então que é um ramo de grande desigualdade no mercado de trabalho. Esse dia é um momento para combater o Silenciamento, que existe no momento dos acontecimentos das grandes atrocidades, entre elas encontramos o famigerado FEMINICIDIO. Assim como também, encontramos as mais diversas formas de discriminação, seja ela racial, cultural ou de gênero.
Historicamente, desde as primeiras civilizações que as mulheres e os homens, desempenham papéis diferentes na sociedade, onde encontramos por diversas vezes, a mulher em situação de subordinação. Hoje a regra do jogo está mudada, pois vemos a inserção cada vez mais da mulher, no mercado de trabalho. Em alguns setores, elas até predominam, demonstrando a sua capacidade cognitiva, a sua independência financeira e a sua liberdade sexual. Aos poucos, a Mulher foi ampliando os seus direitos políticos gradualmente, com isso ela rompeu com um estigma velho conhecido que é “lugar de mulher é na cozinha”. O lugar da mulher, é o lugar onde ela deseja estar. É o lugar onde ela se realize plenamente. É o lugar em que todas as suas potencialidades estejam evidenciadas.
Por ocasião do nascimento de um bebê, toda uma família se mobiliza para recebê-lo, com muita alegria e satisfação. Em si tratando em nascimento de uma menina, tudo muda de aspecto e configuração. A menininha logo é chamada de “princesinha da casa”. Vestem ela toda de cor de rosa, que dizem ser a cor mais feminina que existe. Será que nas cores existem “feminilidade”? Ou a “ feminilidade está no caráter e na personalidade de cada uma? Durante a sua infância, essa menina é vestida com babados, laços e fitas. São escritos os códigos comportamentais para ela, onde se estabelecem as brincadeiras de meninas, as atitudes de meninas e os relacionamentos de meninas.
Essa menininha, a “princesinha da casa”, vai crescendo, vai avançando e se torna uma moça. Muitas informações são omitidas, muitos assuntos são considerados impróprios para uma menina. Tudo isso maquiado pela máscara de uma pseuda proteção. Desde quando a informação e o esclarecer leva alguém a sair da zona de proteção? Muito pelo contrário, não informar e não esclarecer, deixará alguém a descoberta, fragilizada, indefesa e desinformada. Haja vista o grande número de gestações precoces.
Ao se tornar Mulher, essa mesma menininha super protegida e “ paparicada” pelos seus familiares, tem um sonho de fazer um casamento perfeito, igualzinho aos dos livros infantis onde as pessoas se casavam e viviam felizes para todo o sempre. Sem o lastro de preparação e de esclarecimentos, essa menina/moça, agora mulher, parte para um relacionamento intencionando ser agora “a princesa do lar”. Ela vai cobrar do seu parceiro, a paparicação e o pageamento, que sempre teve na vida. Ela vai querer que o parceiro assuma a posição do pai e da mãe, e quando se depara com outra realidade, o sonho cai por terra e tudo se vai, como nuvem passageira.
Se desse relacionamento, a menininha se torna Mãe, ela vai executar, com raras exceções, o papel que ela presenciou por toda a sua vida. Ela se tornará uma xerox digitalizada de sua mãe. Hoje em razão do contexto econômico mundial, essa mãe/ mulher, tem que ir a luta em busca de seus ideais. E em muitas das vezes, esse contexto a distancia dos seus filhos, delegando a outrem a tarefa educacional. Essa mulher, que tem que desenvolver múltiplas atividades, na maioria das vezes, se descuida de si. Não falamos da estética, mas dela também, pois a vida multifacetada de muitas mulheres, faz com que elas se descuidem do fator equilíbrio emocional e da sua psicosfera. Alegando não ter tempo e às vezes condições financeiras, ela vai acumulando estresse, cansaço, decepções, situações essas que se transformam em calorias, que vão gerar gorduras pelo corpo todo.
Pois é, nesse 08 de Março, Dia Internacional da Mulher, gostaríamos de chamar atenção para algumas frases de efeitos que servem de grande exemplo para todas nós. Uma delas foi dita pela grande Simone Beauvoir: “Ninguem nasce Mulher, torna-se Mulher”. A outra pertence ao dito popular: “ por trás de um grande homem tem uma grande mulher”. E eu afirmo com todas as letras, sem medo de errar: uma grande mulher, faz um grande homem.
Namastê.
Texto autoral da colunista Dora Paiva
Imagem: www.expositorcristao.com.br




Parabéns, mulheres!
Muito bem Auxiliadora, seus escritos nos faz refletir sobre as fases históricas aplicadas a atualidade.
Parabéns!
Abraços
Ibsen
Parabéns Dôra! Excelente texto , explicando todo o contexto histórico que nós mulheres ,enfrentamos desde a antiguidade,mas hoje podemos mudar esse contexto quando todas as mulheres descobrirem que dentro de nós, existe uma força muito maior que nos levam aos vôos bem mais altos do que os homens machistas imaginam.Com certeza,” uma grande mulher,faz um grande homem”