Por Leandro Liz Psicanalista
@leandrolizpsicanalista
Há pessoas que aprenderam muito cedo que amar era ceder. Esperar. Compreender tudo. Suportar mais um pouco. E, sem perceber, foram colocando a própria vida em segundo plano para manter alguém por perto.
Nem sempre isso aparece como escolha consciente.
Às vezes surge como medo de perder. Culpa ao dizer não. Necessidade de agradar. Dificuldade de colocar limites. Ou aquela sensação de que, se você parar de fazer tudo pelo outro, o vínculo pode acabar.
Na psicanálise, não se trata de dizer que alguém deve ir embora ou permanecer. Trata-se de escutar o lugar que esse sujeito ocupa na relação.
Talvez amar não precisa significar desaparecer.
Talvez seja possível desejar alguém sem abandonar o próprio desejo. Cuidar sem se anular. Permanecer sem deixar de existir.
Porque, quando para ser amado você precisa se abandonar, talvez algo nessa relação também precise ser escutado.
Se você percebe que tem se deixado de lado para manter seus vínculos, agende uma avaliação psicanalítica terapêutica on-line. Um primeiro espaço de escuta pode ajudar a compreender o que sustenta essa repetição.



