* Por Poetisa Thaisy Moraes
Instagram: thaisymoraespoetisa
Quem dera fosse simples o respirar diário. Quem dera não tivesse os sonhos aos seus pés. As ilusões presentes desfazem os tropeços daqueles pés tão sujos de pobres intenções. Quem dera fosse um dia, e não a eternidade, causando desconforto pelos cantos da cidade. Que dizer do pobre anseio, da esperança viva nos olhos dos famintos?
Sedento está, não nega a sua aparência, de vontades diversas, infinitas; de sonhos a perder de vista e, quem sabe, até a lucidez. Quem dera fosse simples fechar os olhos à noite e acompanhar o sono do dia cansativo. O sono que restaura não se apresenta a todos.
A vida surge repetidas vezes mais madura e mais pura, contraditoriamente. Deitado está na cama, e o sono, enredado nos pensamentos frutíferos e inconvenientes das horas tardias, foge sutil. Quem dera você fosse livre! Quem dera pudesse sonhar! Quem dera soubesse sonhar adequadamente! Mas quem sonha não descansa. Quem sonha tem a pressa dos prematuros!
*Thaisy Moraes é servidora pública municipal responsável pelo setor de Patrimônio do Município de São Carlos/SC, biomédica formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), escritora e poetisa há treze anos: “Escrevo há treze anos sobre tristezas e alegrias, e belezas e feiuras, tão presentes em nossa condição humana.”
** Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.



