Por Cida Lopes
Ingredientes:
- – 01 kg. de camarões grandes limpos
- – 01 cebola grande em rodelas
- – 01 pimentão vermelho
- – 01 pimentão amarelo
- – 150 gr. manteiga
- – Sal e pimenta a gosto
- – 01 colher de gengibre ralada
- – Suco de 01 limão
- – Azeite de oliva a gosto
- – Papel alumínio
- – Coentro a gosto
– Modo de preparar
– Limpe bem os camarões e reserve, tempere com os temperos secos
– Corte os pimentões e a cebola em rodelas
– Separe um pedaço de papel alumínio e dispõe a cebola e os pimentões, e os camarões temperados, regue com azeite e suco de limão.
– OBS: nessa receita o gengibre é essencial.
– Feche bem o papel alumínio e leve ao forno por 20 minutos.
- Sugestão de acompanhamento:
- – Uma boa taça de vinho e um arroz branco,
- – Tempo de preparo: em média 20 minutos
- – Serve 04 pessoas
BOM APETITE!!!
A origem do papelote de camarão baseia-se na fusão de uma técnica milenar de cozimento com a gastronomia francesa moderna.
Embora o camarão seja consumido de diversas formas desde a antiguidade, a técnica específica de preparar alimentos em “papelote” se popularizou e foi refinada na França a partir do século XVII.
A Linha do Tempo da Técnica:
- Raízes Ancestrais: A ideia de embrulhar alimentos para cozinhá-los e reter a umidade é pré-histórica. Na Grécia Antiga, os camarões eram cozidos em folhas de figo. No Brasil pré-colonial, os indígenas já utilizavam a técnica da po-kêca, assando peixes e crustáceos envoltos em folhas de bananeira sob as cinzas.
- O Refinamento Francês (Século XVII): A culinária da corte francesa adaptou esse conceito rústico e passou a utilizar o papel-manteiga untado, batizando o método de en papillote (que significa literalmente “embrulhado em papel”). O termo foi aportuguesado para papelote.
- A Modernização com o Alumínio: Com a industrialização e a popularização do papel-alumínio no século XX, o preparo de frutos do mar no papelote tornou-se imensamente prático e acessível ao redor do mundo, espalhando-se pelas cozinhas domésticas e profissionais.
- Como Funciona o Papelote?
O sucesso dessa combinação com o camarão deve-se à física do cozimento: o crustáceo é selado hermeticamente no envelope de papel ou alumínio junto com azeite, ervas, limão e vegetais. Ao ir ao forno, os líquidos evaporam, batem nas paredes do pacote e retornam ao alimento.
Esse processo de cozimento combinado (vapor e calor seco) garante que o camarão — que tem uma carne muito delicada — cozinhe rapidamente sem perder o ponto e sem ressecar, concentrando todo o aroma e sabor dentro do embrulho.
Receita testada e aprovada por Cida Lopes
Cida Lopes, Apresentadora do Programa Hora Marcada
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