Por Marcus Vinicius Peralva Santos
Eis que chegamos ao nosso penúltimo texto da coluna de “Artes e Literatura” de 2020, ano este que foi atemporal em todos os quesitos, e diante de um ano tão inesperado, decidimos expressar em nosso texto de hoje uma singela homenagem a todos aqueles que se foram e que ficarão registrados na história por suas contribuições a arte e literatura em nosso país.
Para isso, o nosso texto será dividido em duas partes. A primeira publicada hoje destina-se a realizar uma retrospectiva do período de janeiro a junho e a segunda parte, que será publicada amanhã, contemplará o período de julho até dezembro deste ano.
Começando pelo mês de janeiro, destacamos aqui três grandes perdas, em especial na área musical, são elas: o cantor, compositor e radialista Luiz Rattes falecido em plenos 91 anos, o músico Claúdio Roditi (73 anos) e o poeta e músico Marcelo Dolabela (63 anos), todos falecidos por circunstâncias não atreladas ao coronavírus.
Em fevereiro foi a vez de Alcyr Sequeira, autor de obras como “Do Rancho” e “Boi do Céu” partir aos 67 anos. Já próximo ao final do mês foi a vez de nós darmos adeus a José Mojica. Talvez pelo nome você não saiba a quem nos referimos, mas se o chamarmos de “Zé do Caixão”, como era popularmente conhecido, você certamente lembrará dele. Afinal, quem na década de 90 não se arrepiava com o programa Cine Trash apresentado por ele na rede Bandeirantes?
Em março Jorge Salomão, famoso poeta e diretor de teatro, além de escritor de obras como “O olho do tempo” (1997), “Sonoro” (1999) e “7 em 1” (2020) faleceu em decorrência de um infarto aos 73 anos. Affonso Franco, o qual era membro da Academia Brasileira de Letras também deu adeus em plenos 89 anos, deixando para a literatura brasileira mais de 10 obras publicadas. Talvez menos conhecido que os demais citados, mas que permitiu o nome do Brasil alçar voos maiores em exposições nacionais e internacionais, o artista Rossini Perez partiu aos 88 anos em decorrência de uma pnenumonia. Em 30 de março foi a vez do popular sambista Riachão dá seu adeus, em plenos 98 anos.
Com a chegada do mês de abril João Mulato partiu em plenos 73 anos. Mulato era cantor e compositor, tendo ganhado duas vezes, nos anos de 1995 e 2007, o prêmio de música regional no prestigiado Prêmio da Música Brasileira, tendo lançado mais de 20 discos durante sua trajetória musical.
No mês seguinte foi a vez de Gilberto Dimenstein (63 anos), o criador do Portal catraca Livre e famoso comentarista da rádio CBN, além de David Corrêa (82 anos), cantor e compositor de samba-enredo de grandes escolas de samba como a Portela, Imperatriz Leopoldinense e Unidos de Vila Isabel, o ator Flávio Migliaccio (86 anos) que se suicidou e a atriz Daisy Lúcidi (90 anos), esta última vítima do coronavírus.
Em junho foi a vez de Clarice Amaral (84 anos), a qual foi uma das pioneiras da TV no Brasil, tendo apresentado o primeiro programa infantil com plateia. Luiz Tavares (94 anos), o qual é um dos imortais da Academia de Letras da Bahia, foi diretor do Arquivo Público da Bahia, além de membro do Conselho Estadual de Cultura da Bahia também foi um dos grandes mestres da literatura que nos deixou.
Deste modo vemos como grandes ícones da cultura e literatura nos deixou em míseros seis meses, e na nossa continuação da coluna de amanhã veremos como este número se ampliou em decorrência do coronavírus que atingiu várias personalidades deste setor.
Não percam!
@oprofessormarcusperalva



