Por Drs Vanessa Claudia e Yuri Oliveira
Esse é um assunto que requer muito cuidado e delicadeza ao ser abordado, pois envolve crianças típicas e atípicas. Com frequência, escutamos dos pais que os bebês não entendem o que falamos e relacionam a comunicação, com a fala. Pois bem, devemos sim, estimular a linguagem das crianças desde os primeiros meses de vida, sendo este o período em que o cérebro alcança grandes elevações da plasticidade neuronal. A plasticidade neuronal é a capacidade do cérebro de criar novas conexões com os neurônios, facilitando o aprendizado da linguagem, dos sons, dos movimentos e etc. A linguagem não surge de forma espontânea, ela é aprendida por meio das interações sociais; da escuta; das experiências comunicativas; do contato com outras crianças; com as brincadeiras; dentre outros.
Desde o nascimento, o bebê já reconhece vozes e sons. Os pais devem estar atentos que neste período, é importante falar, cantar, contar pequenas histórias e interagir com o bebê ajudam no desenvolvimento auditivo e emocional. É importante salientarmos que a realização do teste da orelhinha, é fundamental para que os pais tenham ciência de que a audição do seu bebê esteja dentro do padrão de normalidade para receber de forma eficaz os estímulos externos.
Durante a primeira infância (0 a 6 anos), é a fase mais importante para o desenvolvimento da linguagem. É a fase onde a criança entre no mundo com choro (sons primitivos) referenciando diferentes intenções; vocalizações; balbucios; emite suas primeiras palavras verdadeiras (aos 12 meses); formula frases (aos 24 meses) e faz narrativas. Quando essa fase é bem preparada com estímulo, essa criança adquire todo o inventário fonético(fonemas) dentro da idade esperada, além de facilitar no processo de aquisição de leitura e escrita.
Na fase escolar, mesmo após o início da fala, é importante continuar estimulando vocabulário, compreensão, narrativa e expressão oral e escrita.
A pergunta é: por que estimular? Os estímulos auxiliam no desenvolvimento cognitivo, ajudando a criança a pensar, a organizar ideias e compreender o mundo; a boa linguagem, melhora a interação com outras pessoas, facilitando amizades e a comunicação de sentimentos; o estimulo da linguagem oral facilita na leitura, escrita e aprendizado; a estimulação precoce evita ou minimiza dificuldades de fala, compreensão e comunicação e permite que a criança manifeste desejos, emoções e necessidades, favorecendo o bem-estar.
Como estimular as crianças? Conversar, cantar e contar histórias para a criança, mesmo que ela ainda não fale; nomear objetos, cores e ações do dia a dia; contar histórias, ler livros e cantar músicas, mesmo após adquirir a fala; Incentivar o diálogo e a imaginação (brincadeiras de faz de conta); evitar o uso excessivo de telas e priorizar a interação real.
Vanessa Cláudia V. Pinto de Melo CRFa 8-4541 – Fonoaudióloga
@vanessacvpmelo @fonargroup
Yuri Oliveira CRFa – 8- 11.909 – Fonoaudiólogo
@yurioliveirafe_fonoaudiologia @fonargroup



