*Por Julio Cesar
@nagashimajulio
Assim como nós, os animais também podem apresentar alterações emocionais e comportamentais. Mas como saber quando algo está errado?
Você já percebeu um cachorro muito medroso, um gato que se esconde o tempo todo ou um animal que começa a lamber as patas compulsivamente? Esses comportamentos podem ser sinais de sofrimento, ansiedade ou outros problemas que merecem atenção.
Embora não possamos avaliar a saúde mental dos animais exatamente da mesma forma que a dos seres humanos, cães e gatos podem apresentar diferentes alterações comportamentais.
Conheça algumas delas:
Ansiedade de separação: o animal sofre quando fica longe do tutor, podendo latir excessivamente, destruir objetos, tentar fugir ou apresentar outras mudanças de comportamento.
Medos e fobias: alguns pets apresentam reações intensas a trovões, fogos de artifício, pessoas ou situações específicas.
Comportamentos compulsivos: lamber-se excessivamente, perseguir a própria cauda repetidamente ou realizar movimentos sem uma finalidade aparente podem indicar um problema comportamental, mas também exigem investigação de causas físicas.
Alterações relacionadas ao envelhecimento: cães e gatos idosos podem apresentar desorientação, mudanças no sono, esquecimento de rotinas e alterações na interação com a família. Em alguns casos, isso pode estar relacionado à disfunção cognitiva.
Alterações semelhantes à depressão: perda de interesse por brincadeiras, isolamento e redução da atividade podem ocorrer, mas esses sinais também podem indicar dor ou outras doenças.
Como saber se meu pet precisa de ajuda?
O primeiro passo é observar mudanças no comportamento, principalmente quando surgem de repente ou persistem por vários dias.
Um animal que para de brincar, deixa de comer, se esconde ou fica agressivo não deve ser considerado simplesmente triste, teimoso ou mal-educado. Antes de atribuir esses sinais a um problema emocional, é necessário investigar possíveis causas físicas.
O médico-veterinário poderá avaliar a saúde do animal e, quando necessário, orientar o acompanhamento com um profissional com experiência em comportamento animal. O tratamento depende da causa e pode envolver mudanças na rotina, enriquecimento ambiental, treinamento adequado e, em alguns casos, medicamentos prescritos pelo veterinário.
Cuidar da saúde mental também faz parte do bem-estar animal. Afinal, nossos pets não conseguem explicar o que estão sentindo. Cabe a nós observar, compreender seus sinais e procurar ajuda quando necessário.
*Julio Cesar é Médico Veterinário, especialista em Estética Animal, palestrante e terapeuta holístico. Atua na promoção da saúde e do bem-estar animal, com foco em medicina preventiva, comportamento e orientação de tutores.



