Por Wladimir Oliveira
Como o vício de pornografia tem afetado cada vez mais pessoas:
Cada vez mais jovens, cada vez mais frequente.
A internet e principalmente os celulares, facilitaram e muito o consumo da pornografia e o Cybersexo.
Em um estudo conduzido nos Estados Unidos, 64% dos jovens entre 13 e 24 anos entrevistados afirmaram procurar por pornografia uma vez por semana ou mais, e um site popular do gênero divulgou que seus usuários assistiram a mais de 4 bilhões de horas de pornografia no ano de 2016.
Esta facilidade pode estar ligada ao vício em pornografia, principalmente após os tubes (igual YouTube, mas de sexo) ganharem espaço.
Este vício pode ser classificado como a busca compulsiva de prazer sexual alcançada através do autoerotismo e/ou através da visualização de material pornográfico
Por não conseguir controlar, a pessoa muitas vezes não consegue perceber o tempo gasto assistindo pornografia, se isolando da realidade e de compromissos e passa horas consumindo os materiais
O vício pode estar correlacionado com alguns mecanismos:
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1) Diminuição do prazer: a recompensa ao assistir se torna mais efêmera, fazendo ele procurar mais frequentemente.
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2) Condicionamentos: O contexto em que realizamos determinada ação é registrado pelo cérebro, de forma que esse contexto fica associado ao comportamento.
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3) Alterações no córtex pré-frontal: um estudo alemão identificou que o consumo de pornografia pode dificultar o autocontrole, tomada de decisões e planejamento a longo prazo;
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4) Há estudos que mostram que dentre todos os conteúdos viciantes da internet (ex. Games), o da pornografia tende a ser o mais expressivo, condicionando o indivíduo.
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É evidente o impacto negativo para a pessoa por causar isolamento, solidão e sofrimento.
Por isso é mais que essencial conversar com um profissional habilitado, para compreender os mecanismos e que leva a pessoa a consumir pornografia, quando o consumo não é esporádico. Quando disfuncional (no trabalho, na relação, socialmente) tende a ser necessário ajuda.
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Adaptado: Terapiando, Dalmo Kawauchi.
Wladimir Oliveira (Psicanalista, Sexólogo, Terapeuta Familiar)
@psiwladimir



