Por Dora Paiva
@dorapaiva51
Texto apropriado para maiores de 14 anos
Que maravilha, Setembro chegou! E ele vem mostrando uma nova narrativa da vida, com uma grande explosão de esperança, para todos nós. Estamos na vibração de que dias melhores, estão por vir. Esse é o mês da chegada da Primavera, a estação das flores, dos aromas e de outros grandes eventos. Mas, por trás de toda essa singeleza e luminosidade, também visualizamos o seu lado escuro, sombrio, obscuro e muito perigoso.
Ele é o mês, em que discutimos e ampliamos a nossa percepção sobre a maior de todas as violências, que um ser humano pode cometer contra si. Estamos falando do triste ato de cerceamento de uma vida. O Setembro, que também se tinge de Amarelo, é o mês da Campanha de Prevenção ao Suicídio. Ela é uma Campanha brasileira, criada em 2015 e é considerada pelos órgãos internacionais, como a maior Campanha Anti estigma do planeta. Desde a sua primeira edição, esse movimento vem crescendo e ampliando a sua abrangência cada vez mais. Oficialmente, o dia 10 de Setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Essa estrutura de combate, não fica apenas restrita ao Setembro, ela se amplia e se desenvolve ao longo de todos os meses, do ano.
Embora os dados estatísticos apresentem uma queda, ainda é muito expressivo, o índice das ocorrências. De acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS, em sua última pesquisa realizada, foram sinalizados aproximadamente mais de 700 mil casos dessa tragédia, no mundo inteiro. E aqui no Brasil, o quadro também é preocupante.
A “construção” do Suicídio, passa por várias e diferentes condições e situações. Elas podem ter o cunho psicoemocional ou afetivo, que podem possibilitar alguém para a “construção de uma morte auto executada”. Uma pessoa com tendências suicídicas, podem apresentar os seguintes comportamentos: 1) Introspecção. 2) Pensamentos rígidos. 3) Severidade consigo mesmo. 4) Autocrítica exorbitante. 5) Distanciamento das pessoas. É muito apropriado esclarecer, que não há uma regra de exclusividade das atitudes, não há uma “receitinha de bolo”, pois elas podem não se apresentarem nesse formato.
O primordial, é que ao primeiro sinal de “anormalidade” percebido ou detectado, a ajuda seja rápida, precisa e eficaz. Pois pessoas com essas características, praticam a solidão interna emudecida, acumulam as dores e decepções, no seu depósito interno, sufocando em si mesmo todas as emoções vivenciadas. A ajuda, o acolhimento e o ouvir, podem salvar uma vida. As vezes o calar, o isolamento acontece por medo de se expor, por vergonha, por falta de coragem em se abrir para o outro. Desde 2024, o lema dessa Campanha é: Se precisar, peça ajuda! E esse é o título da nossa matéria. É por isso que louvamos o maravilhoso trabalho exercido pelo CVV-Centro de Valorização da Vida, pois o mesmo é feito no anonimato, sem causar constrangimento algum. Atente para isso: Na dificuldade peça ajuda, se desnude, coloque para fora esse turbilhão de situações. Evite a formação da Tsunami psicológica, que aniquila, anula e destrói a estrutura do Equilíbrio Mental. Busque perceber que as Dores, podem ser transformadas em Flores, bastando apenas que façamos a adubagem da Casa Mental, com as sementes da Resiliência, da Coragem, do Pertencimento, da Autopercepção e do Amor . Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências Texto:
www.setembroamarelo.com
Imagem: www.pinterest.com.br
Dora Paiva é graduada em Geologia, pela Universidade Federal da Bahia – UFBA e em Direito, pelo Centro Universitário Estácio de Sá – Campus Fratelli Vita – Salvador – BA. Pós graduada em Terapias Holísticas, pela FAMART – Minas Gerais.



