Por Teo Gelson
Gordon Matthew Thomas Sumner, que o mundo conhece por Sting, nasceu a 2 de outubro de 1951 em Wallsend, Inglaterra. A conta dá 69 anos.
Para celebrar o dia de festa, eis dez curiosidades sobre o astro da música britânico.
Foi professor de Inglês. Era o Mr. Sumner
Sting cresceu numa família católica em Wallsend, Newcastle, Inglaterra. Filho de um leiteiro e de uma cabeleireira, antes de ser o famoso Sting, o músico britânico deu aulas de Inglês durante dois anos na escola St. Paul’s, em Cramlington. Era conhecido como Mr. Sumner. Sting ainda reconhece e enaltece a importância de ter sido professor. Considera ser “um dos trabalhos mais importantes do planeta” e do qual depende o futuro. Talvez tenha sido por isso que, além de entregar a voz a temas como ‘Roxanne’ ou ‘Walking On The Moon’, Sting usou-a para reclamar melhores salários para a classe. Mas há mais. Sting nunca baixou os braços e teve vários ofícios: ajudou o pai a vender leite, foi treinador de futebol, cobrador de impostos e motorista de autocarro.
Frequentou a mesma escola que Neil Tennant dos Pet Shop Boys
Faz sentido. Newcastle faz parte da história de ambos. Sting e um dos braços dos Pet Shop Boys, o músico Neil Tennant, frequentaram o liceu católico St. Cuthbert, porém, não foram colegas de carteira. Tennant é três anos mais novo que Sting.
Tinha uma obsessão por uma guitarra que era do tio.
O sonho de ser músico formou-se cedo nas aspirações do pequeno Gordon. Quando era criança, entre as rondas que fazia com o pai na distribuição de leite, Sting costumava entregar-se de corpo e alma a uma guitarra que andava lá por casa e que pertencia a um tio que emigrou para o Canadá. “Ambicionava viver como músico. Sempre achei que era uma forma honrosa de viver, pagar a renda e pôr alguma comida na mesa”, confidenciou o músico, a dada altura, numa entrevista ao britânico The Guardian.
Viveu numa casa assombrada
Sting já contou a história em diversas ocasiões, uma das quais quando esteve no famoso programa do norte-americano Jimmy Fallon. Foi em 2019. “Vivi numa casa assombrada no norte de Londres durante muito tempo. Nunca acreditei em fantasmas. Era muito cético até começar a viver com eles. Acordava de manhã e tudo à volta estava reorganizado na cozinha. A mobília estava noutro sítio, as garrafas estavam partidas no chão. Houve uma noite em que acordei e vi a Trudie [Styler] a um canto com a nossa criança ao colo. Questionei o porquê de ela estar a olhar para mim daquela forma. Depois, virei-me para o lado na cama e lá estava ela. Ambos vimos uma mulher com uma criança ao colo no canto do quarto. Descobri que a casa tinha sido um pub chamado Three Ducks no século XVII. Não sei o que se terá passado lá, mas havia uma atmosfera muito estranha na casa”.
Foi inimigo do Capitão Planeta
Entre 1990 e 1992, Sting foi um vilão na série de animação Captain Planet, o eco herói que por cá se chama Capitão Planeta. Sting emprestou a voz a um arqui-inimigo do herói que estava destacado para salvar o planeta Terra. Era o temível Zarm, uma figura que evocava o espírito da guerra, da destruição e da corrupção. No fundo, era o bad boy da série. Usava a voz para dar umas valentes ferroadas ao bem da Humanidade.
Criou um fundo para proteger as florestas tropicais.
Na vida de carne e osso, o papel que desempenha é bem diferente. É até o oposto. Sting é filantropo e ativista. Uma das causas que defende com afinco e compromisso relaciona-se com o bem-estar do planeta. No final dos anos 80, o músico e a mulher, Trudie Styler, fundaram o Rainforest Foundation Fund cujo objetivo é proteger as florestas tropicais bem como os povos indígenas que vivem nestas zonas do planeta. O Rainforest Foundation Fund gere uma rede de organizações e projetos que atuam contra a destruição das florestas tropicais em mais de 20 países. Sting também junta músicos para sensibilizar o mundo para esta questão ecológica e humanitária. O que aconteceu em 2019, no Beacon Theatre, em Nova Iorque, é um dos exemplos mais recentes. Foi a celebração dos 30 anos dos concertos anuais que Sting promove para angariar fundos para a causa. O “Rock for the Rainforest 2019” juntou no palco Bruce Springsteen, James Taylor, Ricky Martin, John Mellencamp, Shaggy, H.E.R. ou os Eurythmics.
Já jogou xadrez com Garry Kasparov
Sting já teve a oportunidade de partilhar o tabuleiro de xadrez com o Grande Mestre e antigo campeão mundial de xadrez, o russo Garry Kasparov. O jogo foi disputado em 2000, nos estúdios da ABC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Kasparov, que também jogou com os músicos que acompanhavam Sting, venceu-os em menos de cinco minutos.
É ator
Sting, homem de inúmeros vértices artísticos, também experimentou a profissão de ator. Em 1984, por exemplo, interpretou o papel de Feyd Rautha em “Dune”, uma preciosidade da ficção científica assinada por David Lynch. Mas houve mais passagens pela tela de cinema. Sting também brilhou noutros filmes. “Quadrophenia” (1979), “Radio On” (1979), “Plenty” (1985), “Julia and Julia” (1987) ou “Gentlemen Don’t Eat Poets” (1995) são alguns exemplos. Mais recentemente, interpretou o papel de capataz de um navio na peça “The Last Ship”, em cena em Los Angeles, que foi fortemente inspirada na infância do músico. Sting também compôs as canções e assinou as letras do musical que teve de ser interrompido devido à pandemia.
Já serviu de Cupido a Madonna
Apesar de não ter servido de muito, tendo em conta o desenrolar atribulado dos acontecimentos. Nós explicamos tudo. Sting e a esposa Trudie apresentaram Madonna a Guy Ritchie, realizador britânico que, em 2000, acabaria por casar com a rainha da pop. Sting é, inclusivamente, o padrinho do filho de ambos, Rocco Ritchie. Apesar da intervenção romântica do músico e da mulher, a relação entre Madonna e Ritchie não durou mais que oitos anos.
Lembra-se da frase “I want my MTV” na famosa canção dos Dire Straits? É Sting quem a canta.
Sting é o dono falsete que abre o clássico ‘Money for Nothing’ que os Dire Straits lançaram em 1985 com o disco “Brothers in Arms”. O homem dos Police não só ajudou Mark Knopfler a escrever o tema como brilha em mais momentos da música. É também Sting que ajuda nos coros. ‘Money for Nothing’ foi a primeira canção a ter um vídeo a rodar na MTV Europa.
Fonte: https://radiocomercial.pt



