Por Dôra Paiva
Amanhã dia 12 de outubro, aqui no nosso país, comemoramos o Dia das Crianças. Data essa que é uma grande estratégia dos comerciantes e dos fabricantes de brinquedos. Porém o que muitos poucos pensam e refletem neste dia, é a mensagem reflexiva que ela traz para todos. Afinal, qualquer dia da nossa vida, pode ser considerado com o dia das crianças. Nesta data, fazemos um esforço grandioso para presentear os nossos pupilos, com aquele presente de última geração em tecnologia e sofisticação. Mas esquecemos que o maior e melhor presente para eles, é a base educacional que deveremos implantar em nossos pequenos, preparando-os para a vida e para a sociedade. Esse procedimento é que vai fazer a diferença para a vida toda.
“Não deixe que a criança que vive dentro de você morra! … Pois, é esse lado criança que todos nós temos de nos dar asas, nos faz sonhar e continuar acreditando que a vida é bela!” –Janete França.
“Quem carrega a infância dentro de si, nunca envelhece”. – Abraham Sutzkever.
Essas duas frases traduzem uma grande verdade. Isto porque todos nós possuímos uma criança maravilhosa, cheia de energia e vitalidade, a espera do momento de ser libertada plenamente. O período que corresponde à infância traz uma simbologia de alegria, com pinceladas de pureza e inocência. Quando nos tornamos adultos, passamos a gerar em torno de nós, uma atmosfera de preocupação, angústia e ansiedade. E é essa estrutura que impede e bloqueia que a nossa criança, permaneça ativa e presente em todos os momentos da nossa vida. Como dizia o escritor José Saramago “quando perdemos a curiosidade, deixamos de ser criança”.
Erroneamente, o ser humano acredita que ser adulto é ter preocupações com o futuro; é ter responsabilidade para com os seus atos; é ter mais cuidado para com aqueles que estão sob os seus domínios, seja no âmbito pessoal, familiar e profissional. Esses gatilhos são fundamentais, pois eles denotam maturidade e equilíbrio. Porém eles não invalidam a nossa capacidade para despertar a nossa capacidade para despertar a criança que habita em nós. Pois é essa criança, que nos possibilita a acreditar de forma clara e precisa na vida.
A vida adulta não passa de ser uma verdadeira mudança de perspectiva organizacional. Isto por que as crianças conseguem admirar tudo o que existe ao seu redor. Enquanto isso, os adultos se assustam com a realidade existente. É preciso se maravilhar com as coisas que estão ao nosso redor, valorizando assim, tudo que está em torno de nós.
Despertar a nossa criança interior, não significa que vamos deixar de sermos responsáveis e nos tornarmos inconsequentes. Para essa estrutura se firmar, o que é fundamental, é sabermos fazer a dosagem exata do equilíbrio, entre essas duas fases da nossa vida. Ver o mundo com o olhar adulto, é fundamental. Mas colorir a vida com os tons vibrantes da criança que habita em nós, é excepcional. Vamos ver os olhos do Pequeno Príncipe, o excelente livro de Antoine de Saint Exupéry. Neste livro encontramos uma frase de alto impacto para mim: “todas as pessoas grandes, foram um dia criança, mas poucas se lembram disso“.
Como afirmamos incisivamente, o adulto não pode jamais esquecer de ser criança e quando em vez, deveremos colocar os nossos problemas debaixo do tapete e sonhar os sonhos de uma criança. A criança interior, é a parte de nós que é bem humorada, amorosa e sonhadora. Ela é tudo o que somos sem as negatividades, sem o pessimismo e tantas outras limitações, que se alojaram em nossa cabeça, ao longo da nossa existência. É uma forma de redespertar a nossa essência.
A nossa criança interior, é quem mantém acesa a chama da vida. É ela que ilumina em nós as luzes, de umas qualidades essenciais, tais como: humor, curiosidade e espontaneidade. Pense nisso carinhosamente. Namastê.
Referências:
Texto: www.personare.com.br
www.osegredo.com.br
www.amenteemaravilhosa.com.br
Imagem: www.pinterest.com.br


