Por Karen Goldberg
No Dia dos Pais, vale falar de um conceito que ainda engatinha aqui no Brasil: o man cave.
Traduzindo livremente, seria o “espaço do homem” dentro de casa. Mas não precisa ser uma caverna isolada nem uma sala de jogos com neon na parede. Na prática, é um canto que reflita quem ele é, onde ele tem voz ativa, identidade e conforto.
Criar casas com a cara dos moradores parece óbvio, mas na rotina do dia a dia é comum que um dos lados vá ocupando mais espaço. Muitas vezes, a mulher acaba assumindo naturalmente a organização da casa e das escolhas estéticas.
Nesses casos, fica a pergunta: o que sobra pra ele?
Aqui em casa, por exemplo, meu marido tinha um cômodo só dele. Mas quando comecei a trabalhar de casa, foi preciso reorganizar tudo. E ninguém saiu perdendo. A gente adaptou os espaços pra funcionar da melhor forma para os dois. E ele seguiu tendo voz nas decisões, tanto na decoração como na disposição do ambiente.
Se você pode dispor de um quarto, ou talvez uma garagem, ou ainda um espaço gourmet aonde ele tenha a última palavra, ótimo. Mas mesmo que não tenha tanto espaço assim, o man cave não precisa ser um cômodo inteiro. Pode ser um cantinho, um lugar pra relaxar, ler, jogar ou simplesmente estar.
O importante é caber na casa sem atrapalhar os outros moradores. Um espaço onde ele se reconheça.
E você, tem um espaço assim na sua casa?
Não? Que tal esse presentão de Dia dos Pais?
Um espaço com a cara dele e com o cuidado de um bom projeto.
Se fizer sentido pra vocês, é só me chamar. Vamos conversar?
Até a próxima.
Arq. Karen Goldberg
@kaparquitetura
Karen Goldberg é arquiteta e urbanista formada pela PUC-Rio desde 2009. À frente da Kapa Arquitetura, seu trabalho é ajudar pessoas a viverem em espaços com significado — unindo estética, identidade e propósito em cada projeto.



