Por Paula Furtado
Comida tem além de um valor nutritivo, um componente emocional e por isso muitas vezes vira uma válvula de escape.
Muitos médicos, psicólogos e pesquisadores tem se debruçado sobre o tema na tentativa de ajudar as pessoas que sofrem com esse transtorno tão desafiador a entenderem as causas e a buscarem alivio e até mesmo a cura para uma maior qualidade de vida.
Segundo o Ministério da Saúde p “transtorno da compulsão alimentar caracteriza-se pela ingestão descontrolada de grande quantidade de alimentos, sem apetite e quase sem mastigar, até que seja alcançada a plenitude. O ato compulsivo é realizado inconscientemente e independente das qualificações intelectuais ou morais do paciente que após praticá-lo, na tentativa de libertar-se de um estado insuportável de ansiedade, sente-se esgotado, constrangido e com intenso sentimento de culpa.
O problema de utilizar a comida como escape ocorre quando essa atitude passa a virar rotina, causando inúmeros problemas de saúde.
O diagnóstico pode ser feito apenas por um médico por meio de uma consulta detalhada e precisa. É esse profissional que vai direcionar o tratamento adequado ao seu caso.
O processo pode envolver ou não interferência medicamentosa, e o mais importante é seu caráter multidisciplinar: nessa empreitada, profissionais de diferentes áreas, como nutrição e saúde mental, unem técnicas e esforços para restabelecer o equilíbrio do paciente.
Nas causas encontramos as dietas restritivas, diante da vontade de emagrecer, da insatisfação com o corpo muitos recorrem a redução drástica da comida e depois de um tempo o corpo tenta compensar lançando a pessoa no outro extremo. Existe até mesmo causas psicológicas mais profundas e escondidas na psique do indivíduo.
O transtorno por ter ligação com a insatisfação do corpo e o uso de dietas restritivas aparece em maioria das vezes nas mulheres. Por isso trago esse tem tão sensível na nossa coluna, cara leitora. Se esse é o seu caso, procure ajuda.
Segundo a estudante de psicologia Jessica Lucas Na jornada de recuperação, é essencial buscar apoio profissional, como psicólogos e nutricionistas, para uma abordagem integrada. O tratamento pode envolver terapia cognitivo-comportamental para explorar e modificar padrões de pensamento disfuncionais. Estabelecer uma
relação saudável com a comida, identificar gatilhos emocionais e desenvolver estratégias de enfrentamento são passos cruciais. Além disso, a inclusão de atividade física regular e práticas de autocuidado contribui para a recuperação.
Não pretendo apontar que todas as pessoas Plus possuem esse transtorno, apenas te convidar a se cuidar. Se você se identifica com essa dor, não se esconda, não se envergonhe, pare de se culpar e olhe com carinho para você, busque logo um profissional de saúde, que junto com uma equipe multidisciplinar irão te ensinar a ficar cada dia melhor. É possível,



