Por Aíres Lacerda
Alguma vez você já pensou que aquilo que o corpo sente muitas vezes não é físico, mas emocional?
A dor que você carrega nos ombros, a angústia no peito, a pressão na cabeça, o estômago que arde, o coração que dispara… podem estar ligados a sentimentos que você não expressou, não viveu ou não curou.
Esses sentimentos não desaparecem simplesmente por serem ignorados, e o que as pessoas dizem sobre o tempo curar tudo é uma grande ilusão, o tempo passa, a dor ameniza e você se acostuma, mas o tempo não cura e seu corpo também não esquece. Nosso corpo possui memória e aqueles sentimentos ficam ali, guardados nele, como gatilhos que podem ser disparados a qualquer momento.
O corpo grita o que a alma silencia
Na terapia emocional, ouvimos o corpo com escuta amorosa e consciência. Muitas vezes, uma dor persistente pode ser o eco de algo que não foi dito. Uma inflamação recorrente pode ser o reflexo de uma raiva não acolhida. Uma doença pode surgir como um pedido de resgate do nosso próprio sentir.
As emoções reprimidas — tristeza, medo, raiva, vergonha, culpa — se tornam registros energéticos que o corpo tenta metabolizar. Quando não conseguimos liberar essas emoções de forma consciente, elas “pedem atenção” por outros canais: tensão muscular, doenças autoimunes, crises de ansiedade, gastrite, insônia, enxaqueca…
O corpo fala. E quando não o escutamos, ele “grita” trazendo à tona doenças físicas.
Reprimir não é esquecer, é aprisionar
Engolir o choro, sorrir para agradar, fingir que está tudo bem, evitar conflitos a qualquer custo… são atitudes socialmente aceitas, mas emocionalmente destrutivas.
Cada vez que você se cala diante da sua dor, você a empurra para dentro. E quanto mais tempo ela fica ali, mais difícil fica distinguir o que é você e o que é a dor acumulada.
Reprimir não resolve. Curar é acolher, expressar, reprogramar e ressignificar.
O caminho da cura emocional
Cura emocional não é esquecer o que te machucou.
É olhar com amor para a sua história, encontrar sentido até na dor, e se libertar do peso que ela deixou.
É permitir-se sentir com presença. É aprender a transformar memórias em força.
É também dizer para si: “Eu não sou o que vivi. Eu sou o que escolho construir a partir disso.”
E quando você se permite esse processo, o corpo responde. Ele relaxa. Ele alivia. Ele solta. Porque finalmente, ele foi ouvido.
Claro, Aíres! Para complementar sua matéria de forma prática e profunda, aqui vai uma ferramenta simples e poderosa que você pode adicionar ao final do artigo como um convite à autoescuta e à liberação emocional. Ideal para o público aplicar em casa, sem precisar de condução direta.
Ferramenta Essencial para te ajudar: O Diário do Corpo e da Emoção
5 minutos por dia para ouvir o que o corpo tem a dizer
Como usar:
Todos os dias, ao final do dia (ou quando sentir algo incomodando), pegue um caderno ou bloco de notas e responda com sinceridade às 3 perguntas abaixo:
Hoje, meu corpo me falou através de:
(ex: dor de cabeça, aperto no peito, cansaço, tensão no maxilar…)
Essa sensação pode estar relacionada a alguma emoção ou situação não expressada?
(ex: uma conversa evitada, um medo, um pensamento recorrente, um incômodo calado)
O que posso fazer por mim agora para liberar ou acolher isso com amor?
(ex: orar sobre o assunto, escrever uma carta que não vou enviar, respirar conscientemente, fazer uma meditação guiada, me permitir chorar, descansar…)
💬 Afirmação:
“Eu me escuto. Eu me acolho. E eu me liberto, um sentir de cada vez.”
O próximo passo pode ser o mais leve
Se você sente que já carregou peso demais…
Se seu corpo está pedindo por pausa, presença e ressignificação…
Este é o seu convite: comece agora a se reconectar com você.
Te convido a se reprogramar comigo através da terapia e me acompanhar no Instagram, onde compartilho conteúdos sobre saúde emocional, saúde física, autocuidado, inteligência emocional e muito mais.
WhatsApp profissional: (71) 99174-9192
Instagram: @aireslacerda.terapeuta
E-mail: [email protected]
📚 Referências:
CHOPRA, Deepak. Saúde Perfeita.
MYSS, Caroline. Anatomia do Espírito.
CAPRA, Fritjof. O Ponto de Mutação.
BOURBEAU, Lise. O corpo diz: ama-te!
GABOR, Maté. O corpo em que nascemos.



