Por Aíres Lacerda
Estamos no mês de junho, um período que carrega uma energia muito especial, principalmente para nós, nordestinos. É tempo de festejos juninos, de celebração das colheitas, de forró, comidas típicas e, claro, das tradicionais simpatias e promessas para o amor. Quem nunca ouviu alguém dizer: “Pule a fogueira para garantir sorte no amor” ou “Se colocar o nome do crush no papel e deixar na fogueira, ele te procura”?
Brincadeiras à parte, é inegável que este é um período que mexe muito com as emoções, especialmente com os desejos afetivos. O mês de junho parece acender não só as fogueiras das festas, mas também as fogueiras internas: aquela vontade de viver um amor, de construir uma relação, ou de resolver pendências emocionais no campo afetivo.
Mas será que é só uma questão de sorte? De simpatia? Ou existe algo mais profundo, que vem lá da nossa história familiar, influenciando muitas vezes sem que a gente perceba a forma como nos relacionamos?
**O peso invisível das crenças familiares no amor
Ao longo da vida, desde a infância, absorvemos de forma consciente ou inconsciente inúmeras crenças que vêm da nossa família. São frases, comportamentos, olhares e até silêncios que moldam nossa visão sobre o amor, os relacionamentos e até sobre nós mesmos.
Frases como:
“Homem nenhum presta”
“Toda mulher só quer dinheiro”
“Casamento é sofrimento”
“Amor de verdade não existe”
“Melhor só do que mal acompanhado”
“Mulher tem que aguentar, porque casamento é pra sempre”
Essas falas, ditas por avós, mães, pais, tias ou pessoas que participaram da nossa criação, se enraízam no nosso subconsciente e passam a reger nossas escolhas, nossos comportamentos e até nossas experiências amorosas, sem que a gente perceba.
Imagine que, no fundo da sua mente existe um sistema operacional que roda essas crenças como se fossem verdades absolutas. Mesmo que conscientemente você deseje viver um amor leve, saudável e feliz, se lá dentro houver um “programa” rodando dizendo que “o amor machuca”, você sem perceber, pode:
> Escolher pessoas indisponíveis emocionalmente.
> Sabotar relações quando elas começam a dar certo.
> Criar conflitos desnecessários.
> Se afastar de quem te oferece carinho, cuidado e amor.
> Permanecer em ciclos de traição, abandono ou rejeição.
Por que isso acontece? Porque sua mente subconsciente está sempre buscando confirmar aquilo que acredita ser verdade — mesmo que essa verdade te cause dor.
**As festas juninas e os ciclos familiares
Nos festejos juninos, celebram-se os ciclos: a colheita, a fartura, a alegria, o amor e as uniões. Mas é também uma oportunidade para refletirmos: que ciclos estamos perpetuando na nossa vida amorosa?
Assim como nossos antepassados celebravam a fartura da terra, semeavam e colhiam, nós também estamos constantemente semeando pensamentos, crenças e emoções que cedo ou tarde irão gerar frutos, sejam eles doces ou amargos.
Portanto, essa é uma época perfeita para se perguntar:
➡️ que sementes eu estou plantando na minha vida amorosa?
➡️ quais são as crenças que vieram da minha família e que hoje já não fazem sentido para mim?
➡️ será que estou repetindo histórias que não me pertencem?
Ferramenta prática: Autocuidado da Fogueira Interna
Aproveitando a simbologia das fogueiras de São João, trago aqui uma ferramenta simples, poderosa e extremamente simbólica para você começar o processo de limpeza emocional das crenças que te limitam no amor.
🔥 Passo a passo:
Pegue papel e caneta.
Respire fundo algumas vezes, feche os olhos e mentalize sua vida amorosa.
Responda com sinceridade:
Que padrões eu percebo que se repetem na minha vida amorosa?
Quais falas, crenças ou medos eu percebo que vieram da minha família?
Anote todas as crenças, pensamentos e medos que surgirem. Exemplo:
“Homem não é confiável.”
“Se eu me entregar, vou me machucar.”
“Não sou suficiente para ser amada.”
Leia cada uma dessas frases e pergunte: “Isso é verdade absoluta? Isso é meu ou é algo que ouvi e carreguei?”
Agora, rasgue esse papel em pedacinhos e, se for seguro, queime (em uma panela, lata ou fogueira real, tomando os devidos cuidados).
Enquanto queima, repita em voz alta ou mentalmente:
“Eu honro minha família, mas escolho quebrar esse padrão. Eu me abro para viver um amor leve, saudável e verdadeiro.”
Finalize respirando profundamente, levando as mãos ao peito e repetindo:
“Eu me liberto do que não me serve. Eu mereço ser feliz no amor.”
*Caso não possa queimar, pode simplesmente rasgar bem miudinho e jogar no lixo com a intenção de transmutar. A energia está na sua intenção!
** Reflita:
Assim como a fogueira transforma lenha em luz e calor, você também pode transformar suas crenças em autoconhecimento, liberdade emocional e amor-próprio.
Lembre-se: você não é obrigado(a) a viver os mesmos ciclos que viu na sua família. Você pode reprogramar sua mente, mudar sua frequência e cocriar uma nova realidade afetiva muito mais leve, amorosa e saudável.
**Se você sente que é hora de romper esses ciclos…
Saiba que você não precisa fazer isso sozinho(a). Eu, Aíres Lacerda, desenvolvi um método exclusivo que une Reprogramação Emocional, Terapias Integrativas e Suplementação Personalizada, para te ajudar a viver esse processo de transformação de forma mais rápida, profunda e duradoura.
Com o meu acompanhamento, você aprende a limpar essas crenças, ressignificar sua história e construir um caminho emocional saudável não só no amor, mas em todas as áreas da sua vida.
Se fez sentido para você, me chama no WhatsApp! Vamos juntos trilhar esse caminho de transformação!
📲 @aireslacerda.terapeuta
📞 (71) 9 9174-9192
Referências:
Lipton, Bruce H. A Biologia da Crença.
Dispenza, Joe. Quebrando o Hábito de Ser Você Mesmo.
Hill, Napoleon. Quem Pensa Enriquece.
Robbins, Tony. Desperte Seu Gigante Interior.
Sabedoria Ancestral das Terapias Integrativas e Práticas de Reprogramação Emocional.



