Por: Rony Cysney
@ronycysney
A baiana Simone Bittencourt de Oliveira, consagrada como uma das vozes mais potentes e comercialmente bem-sucedidas da Música Popular Brasileira (MPB), soma mais de cinco décadas de carreira marcadas por sofisticação técnica, pioneirismo e constante reinvenção. Conhecida popularmente como “Cigarra” — apelido herdado de uma música homônima de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos feita sob medida para ela —, a artista de 76 anos transita entre o refinamento da vanguarda e o apelo massivo de público. Das Quadras aos Palcos:
Antes de brilhar na música, Simone teve uma trajetória expressiva no esporte: mudou-se para São Paulo aos 16 anos e atuou como jogadora profissional de basquete, chegando a ser convocada duas vezes para a Seleção Brasileira. Lesões consecutivas a afastaram das quadras, abrindo espaço para sua estreia fonográfica em 1973 com o álbum autointitulado Simone.

Era de Ouro e Consolidação (Anos 1970 e 1980):
Entre as décadas de 1970 e 1980, Simone construiu a espinha dorsal de seu prestígio na MPB, gravando discos históricos pela EMI-Odeon e tornando-se a primeira voz a esgotar estádios em apresentações solo. Seu repertório de timbre grave e interpretação visceral imortalizou clássicos de grandes compositores: Chico Buarque: “Tô Voltando” e “O Que Será (À Flor da Pele)”. Ivan Lins: “Começar de Novo” e “Antes que Seja Tarde”. Gonzaguinha: “Sangrando” e “Guerreiro Menino”. Sueli Costa: “Jura Secreta” e “Face a Face”. O Fenômeno Natalino e Críticas:
Em 1995, motivada por produções internacionais equivalentes, lançou o álbum 25 de Dezembro. O trabalho — que traz a icônica faixa “Então é Natal” — vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e tornou-se um marco cultural definitivo do fim de ano brasileiro. Embora tenha gerado resistência e preconceito por parte de críticos da ala mais tradicional da MPB devido ao apelo excessivamente pop, Simone sempre defendeu o projeto como uma afirmação de sua liberdade artística.
Nova Turnê “Que Mulher é Essa?!”: Simone roda o país com um espetáculo inédito que exalta o universo feminino e traz arranjos e direção musical de Ana Frango Elétrico, expoente da nova geração do indie pop, além de direção artística do estilista Ronaldo Fraga. O repertório mescla lados B de sua carreira com homenagens emocionantes a contemporâneas, como Gal Costa. Estive neste show, sexta-feira (25), e pude constatar a maravilha de espetáculo, que super lotou o Teatro Guararapes de 2400 lugares.Show!

Fonte de pesquisa e das fotos: pesquisas livres no google.com IA / Instagram da cantora
Rony Cysney – Formado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de Pessoas, Rony Cysney é Professor, Administrador, Comunicador, Apresentador, Editor, Compositor, Poeta e Escritor. Atualmente, é Produtor e editor dos Programas “Conversando Abobrinha”, “Pod ou Não” e “Na Roda Gigante com Rony Cysney”, todos na REDE SDP TV (Streaming). Está compondo músicas e escrevendo poesias. Também está executando o projeto “Conversando Abobrinha”, aprovado em junho deste ano, pela Secretaria de Cultura de Olinda-PE, através da Política Nacional Aldyr Blanc de incentivo à cultura.
