Por Ramon Henrique
É o nascer do sol depois de uma noite longa, é coragem que vira sorriso, é medo que vira força, é o jovem que se olha no espelho e, mesmo com o mundo inteiro dizendo o contrário, decide se amar.
Não é sobre rótulo, é sobre liberdade, não é sobre escolher ser, é sobre ter a coragem de não se esconder mais.
Na Bahia, essa juventude é cor, é tambor, é carnaval e é axé, é quem transforma dor em arte, preconceito em poesia e silêncio em grito de orgulho.
Mas por trás da maquiagem, do brilho e da dança, ainda existe um jovem que só quer o básico: ser acolhido em casa, respeitado na escola e ter uma chance no trabalho sem precisar esconder quem ama.
Ser jovem e LGBT ainda é ter que ser duas vezes mais forte.
Forte pra estudar quando a sala de aula julga, forte pra trabalhar quando a porta se fecha, forte pra amar quando o mundo diz que seu amor vale menos.
Por isso, falar de juventude LGBT é falar de cuidado, é falar de abraçar antes de julgar, de escutar antes de apontar, é garantir que nenhum menino ou menina precise sair de casa pra ser quem é.
Quando a juventude LGBT tem apoio, a Bahia inteira ganha, ganha em talento, ganha em criatividade, ganha em humanidade.
Porque onde tem respeito, tem futuro, onde tem acolhimento, tem sonho que fica de pé.
E todo jovem, de qualquer cor, de qualquer amor, de qualquer identidade, merece viver com orgulho, com segurança e com a liberdade de ser feliz do seu jeito.
Texto: Ramon Henrique
Instagram:@ramonhenriquee
Crédito Fotográfico: coletivo de gênero
Fonte: UOL/Terra/revista Veja/ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais.



