Por Marize Reges
Ela pisa firme no salão, de sandália ou de bota, e carrega no olhar a força de quem não teme ser quem é. A mulher forrozeira não dança apenas com os pés — ela dança com a alma, com o coração, com a história.
Enquanto o triângulo, a zabumba e a sanfona ditam o compasso, ela se move com leveza e determinação, mostrando ao mundo que alegria e coragem podem, sim, andar de mãos dadas.
Ser forrozeira é mais do que gostar de festa. É amar a tradição, respeitar as raízes, valorizar a cultura popular. É ter orgulho de vestir um vestido rodado, colocar o batom vermelho, soltar o cabelo e deixar a música guiar seus passos.
A mulher forrozeira é símbolo de resistência, feminilidade e autenticidade. Ela não se esconde, não se apaga. Ao contrário: ilumina o salão, inspira quem está ao redor e segue mostrando que ser feliz é, acima de tudo, um ato de coragem.
Que nunca nos falte a alegria de um forró, nem a liberdade de sermos quem quisermos ser!



