* Por Poetisa Thaisy Moraes
Instagram: @thaisymoraespoetisa
A ruas silenciosas apavoram. Não sei se pela insegurança que vimos nas telas ou se pelas ilusões que criamos. O fato é que a adrenalina que as fantasias produzem movimenta o corpo num terror que dura o momento de alguns passos ou quilômetros de marcha. Tudo isso por causa de um “e se” acompanhado de traumas internos ou de prevenção ensinada por experiências alheias.
No Império Romano, em 20 a.C., o imperador Augusto dizia que todos os caminhos levavam a Roma. Isso porque o marco zero (Miliário de Ouro) possuía uma extensão de rede de 80 mil quilômetros de estradas radiais. Mas, pasme! Era apenas uma forma de propagar a inovação. Era somente uma metáfora. Geograficamente, nem todos os caminhos chegam lá. Mas todos eles podem ser bons, podem ser marcantes. Você já notou como, na vida, são tantos caminhos e tantas estradas constantemente se apresentando? Quais você tem trilhado? Quanto tempo você tem perdido no tempo da dor que ficou no passado?
“Todo cuidado é pouco”, ouve-se muito. É verdade. Mas também é preciso falar sobre as ilusões que criamos. A mente é fantástica. Ela nos livra de situações desconcertantes. Porém, a mente tem o seu lado sombrio. A mente, algumas vezes, mente. Exagera, extrapola. Ela nos convence tão bem. Muitas vezes, isso não fica claro. Passamos a vida a manter um engano que foi originado pelos temores antigos, pelos traumas marcantes. Projetamos nossos anseios e nossas dores e repetimos padrões. Mas os caminhos mudaram, e nós, muito pouco. Não o suficiente para notarmos o engano.
O que fazer com toda a potencial capacidade de frustrar-se novamente? Talvez a melhor solução seja caminhar e olhar para os lados ou, ainda mais necessário, caminhar um pouco mais e olhar para dentro e abraçar os seus medos, as suas dores. Abraçar com sabedoria a sua parte mais doce e frágil e usar a coragem para dar passos firmes.
*Thaisy Moraes é servidora pública municipal responsável pelo setor de Patrimônio do Município de São Carlos/SC, biomédica formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), escritora e poetisa há treze anos: “Escrevo há treze anos sobre tristezas e alegrias, e belezas e feiuras, tão presentes em nossa condição humana.”
** Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.



