• Quem Somos
  • Política de Cookies
  • Política de Privacidade
  • Contato
terça-feira, 27 outubro, 2026
  • Conecte-se
Som de Papo
  • Home
  • Notícias
  • O Programa
  • Quem Somos
  • Contato
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Notícias
  • O Programa
  • Quem Somos
  • Contato
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Som de Papo
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home Destaques

A sua compreensão não pode virar permissão para o outro de ferir

admin por admin
28 agosto , 2026
em Destaques, Relacionamento Interpessoal, Últimas Notícias
0
A sua compreensão não pode virar permissão para o outro de ferir

Por @biarossattiterapeuta

 

O que Não Temas o Mal, de Eva Pierrakos e Donovan Thesenga, nos ensina sobre sombra, responsabilidade e limites dentro dos relacionamentos? 

Existe uma diferença importante entre compreender o comportamento de alguém e aceitá-lo. Podemos compreender de onde vem a raiva de uma pessoa. Podemos entender que ela foi ferida. Podemos reconhecer seus medos, suas inseguranças, sua história e até as experiências que ajudaram a construir determinados padrões.

Mas existe uma pergunta que precisamos fazer: em que momento a nossa compreensão começa a se transformar em permissão para o outro nos ferir? Essa é uma questão especialmente importante em qualquer tipo de relacionamento, mas ganha um papel mais importante nos relacionamentos amorosos.

O livro Não Temas o Mal, de Eva Pierrakos e Donovan Thesenga, parte de uma reflexão profunda sobre a existência daquilo que podemos chamar de sombra: aspectos destrutivos que também fazem parte da experiência humana e que, quando permanecem inconscientes, podem comandar comportamentos e relações.

A obra dialoga com a perspectiva de Carl Gustav Jung de que o ser humano precisa reconhecer aquilo que existe em sua própria natureza, inclusive aquilo que não gostaria de admitir. E talvez essa seja uma das partes mais difíceis do processo de autoconhecimento: olhar para o mal sem negá-lo — mas também sem normalizá-lo.

Compreender não é justificar e essa diferença pode parecer óbvia, mas desaparece facilmente quando existe amor. Uma mulher pode pensar: “Ele age assim porque sofreu muito.” “Ele tem medo de ser abandonado.” “Ele não aprendeu a demonstrar afeto.” “Ele foi traído no relacionamento anterior.” “Ele teve uma infância difícil.”

E tudo isso pode ser verdade. Mas nenhuma dessas explicações transforma um comportamento destrutivo em um comportamento aceitável.

A história de alguém pode explicar sua reação. Ela não precisa autorizar essa reação. Uma pessoa ferida pode ferir. Mas estar ferida não lhe dá o direito de ferir alguém. 

 

O perigo de romantizar a sombra do outro

Existe uma forma de espiritualidade e de autoconhecimento que pode se tornar perigosa quando é usada sem discernimento.

Começamos a acreditar que precisamos compreender tudo. Que precisamos acolher tudo. Que precisamos ter compaixão por tudo. E, pouco a pouco, deixamos de perceber que estamos ultrapassando os nossos próprios limites.

Passamos a chamar controle de insegurança. Manipulação de medo. Ciúme de amor. Silêncio punitivo de necessidade de espaço. Desrespeito de dificuldade emocional. E violência de “uma pessoa que também está machucada”. A compreensão, quando perde o limite, pode se transformar em cumplicidade com aquilo que nos destrói.

Você pode compreender a dor de alguém sem oferecer a ela acesso ilimitado à sua vida. E existe uma responsabilidade que também é nossa: Olhar para a sombra não significa apenas perceber o lado destrutivo do outro. Também precisamos olhar para nós.

Por que permaneço em uma situação que me machuca? Por que preciso encontrar uma explicação para tudo que o outro faz? Por que acredito que, se eu compreender suficientemente bem a história dele, conseguirei finalmente fazê-lo mudar? Por que confundo amar com suportar?

Responder essas perguntas podem ser dolorosas. Mas são perguntas de responsabilidade. Responsabilidade não significa culpa. Uma mulher não é responsável pela violência que alguém escolheu praticar contra ela.

Mas pode, em algum momento, precisar assumir a responsabilidade por aquilo que fará a partir do momento em que reconhece que aquela relação está lhe fazendo mal. E isso pode significar estabelecer um limite. Pedir ajuda. Afastar-se. Encerrar um ciclo. Ou simplesmente parar de tentar justificar aquilo que já ultrapassou o que ela considera aceitável.

 

O amor não exige que você aceite o mal. 

Talvez uma das maiores confusões nos relacionamentos seja acreditar que colocar um limite significa deixar de amar. Não significa.

Você pode amar alguém e dizer: “Eu entendo por que você reage assim. Mas não aceito que você me trate dessa maneira.” Pode compreender a história de alguém e ainda assim decidir não continuar vivendo os efeitos dessa história. Pode ter compaixão e ter limites.

Pode perdoar e não permanecer. Pode compreender e se afastar. Pode reconhecer a sombra do outro sem permitir que ela determine o seu destino. Isso também é maturidade emocional.

E o que acontece quando olhamos para a nossa própria sombra?

Aqui está a outra parte da reflexão proposta por Não Temas o Mal.

É muito fácil falar sobre o mal que existe no outro. Mais difícil é reconhecer aquilo que existe em nós. Porque todos podemos, em determinados momentos, agir a partir de lugares menos conscientes.

Podemos manipular. Punir com silêncio. Controlar. Provocar. Reter afeto. Querer vencer uma discussão em vez de resolver um conflito. Usar a fragilidade do outro contra ele. Ou simplesmente desejar que o outro sinta a mesma dor que estamos sentindo.

Reconhecer isso não significa dizer: “Eu sou uma pessoa má.”

Significa conseguir dizer: “Existe em mim uma parte capaz de agir de maneira destrutiva — e eu preciso me responsabilizar por ela.” E esse reconhecimento é muito diferente de justificar o próprio comportamento.

 

Todo relacionamento revela aquilo que ainda precisa ser conscientizado

A intimidade tem esse poder. Ela coloca diante de nós partes que talvez conseguíssemos esconder no mundo.

O medo de abandono. A necessidade de controle. A dificuldade de confiar. A raiva. O ressentimento. A dependência. A necessidade de ser reconhecida. O desejo de dominar. A dificuldade de aceitar um “não”.

Por isso, um relacionamento pode se tornar um espaço poderoso de autoconhecimento. Mas existe uma condição: precisamos estar dispostos a olhar para aquilo que descobrimos.

Não adianta perceber a sombra e continuar obedecendo a ela. Não adianta compreender a própria agressividade e dizer que “é porque eu fui machucada”. Não adianta reconhecer a insegurança e continuar controlando o parceiro. 

Autoconhecimento não é uma licença para continuar repetindo o que nos destrói. Antes de tudo é um convite à transformação e, nem todo mal precisa ser acolhido

Talvez essa seja uma das ideias mais importantes para levarmos para os relacionamentos: acolher a humanidade de alguém não significa acolher qualquer comportamento dessa pessoa.

Existem comportamentos que precisam de conversa. Outros precisam de limite. Alguns exigem distância. E há situações em que buscar ajuda profissional ou proteção é indispensável. O limite não é falta de amor. Às vezes, o limite é justamente a primeira atitude de respeito por si mesma.

 

A pergunta que pode mudar tudo

Talvez, diante de uma relação que está causando sofrimento, a pergunta não precise ser apenas: “Por que ele(a) faz isso?”

Podemos perguntar também: “O que eu estou fazendo com aquilo que ele(a) faz?” Estou tentando compreender para poder decidir com consciência? Ou estou compreendendo para conseguir suportar mais um pouco?

Estou olhando para a realidade? Ou estou procurando uma explicação que torne o intolerável mais fácil de tolerar? 

Estou exercendo compaixão? Ou estou abandonando a mim mesma(o) em nome dela? Porque compreender o outro pode ser uma expressão de maturidade. Mas compreender o outro às custas de deixar de se proteger pode se transformar em abandono de si.

E talvez seja justamente aí que a reflexão sobre a sombra se torna tão necessária. Precisamos ter coragem para reconhecer que o ser humano é capaz de produzir sofrimento. Precisamos ter coragem para olhar para essa possibilidade dentro de nós.

Mas também precisamos ter coragem para dizer: “Eu compreendo a sua história. Mas ela não me obriga a aceitar aquilo que me fere.” Porque conhecer a sombra não significa fazer as pazes com o mal. Significa enxergá-lo com consciência suficiente para não sermos governados por ele.

 

Sobre a autora

Maria Beatriz Rossatti é terapeuta sistêmica e autora do livro Depois do Divórcio – A Rota da Cura, uma obra dedicada ao processo de reconstrução emocional e ao caminho de volta para si mesma.

Ao longo de sua trajetória, Beatriz acompanha pessoas que desejam compreender os padrões que se repetem em suas relações, recuperar a própria autonomia emocional e construir vínculos mais conscientes.

Seu trabalho parte de uma premissa simples, mas profunda: a cura não acontece quando encontramos alguém para culpar pela nossa história, mas quando desenvolvemos consciência sobre aquilo que podemos transformar.

É nesse caminho que temas como sombra, responsabilidade, limites e relacionamentos ganham um novo significado. Porque olhar para dentro não é assumir a culpa pelo que o outro fez. É recuperar o poder de escolher o que faremos com aquilo que vivemos.

 

admin

admin

POSTS RELACIONADOS

A Blackfriday começa antes de novembro
Destaques

A Blackfriday começa antes de novembro

27 outubro , 2026
Afastamento por violência doméstica: o que o RH precisa saber para não cometer erros?
Destaques

Afastamento por violência doméstica: o que o RH precisa saber para não cometer erros?

27 outubro , 2026
Uma palavra conhecida pode pertencer a uma única empresa
Destaques

Uma palavra conhecida pode pertencer a uma única empresa

27 outubro , 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Concordo com os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

CATEGORIAS

  • A voz da defesa
  • Advocacia Exponencial
  • Além da mente
  • Alimentação Saudável
  • Ansiedade
  • Arquitetura
  • Arte e Literatura
  • Arteterapia
  • Asé
  • Atenção Psicossocial
  • Autoconhecimento
  • Autonomia Afetiva
  • Bastidores
  • Bem Estar & Comportamento
  • Cidadania
  • Cinema
  • Coaching
  • Comportamento Humano
  • Consultoria de Negócios
  • Contabilidade
  • Controladoria
  • Criança e Adolescente
  • Cultura
  • Dança & Teatro
  • Decoração
  • Decoração e Paisagismo
  • Desenvolvimento Humano
  • Destaques
  • DIREITO & ONCOLOGIA
  • Direito Administrativo
  • Direito Ambiental e Agrário
  • Direito da Mulher
  • Direito do Consumidor
  • Direito do Trabalho
  • Direito e Oncologia
  • Direito Eleitoral
  • Direito Médico
  • Direito Previdenciário
  • Direitos e Deveres
  • Direitos Sociais
  • Economia
  • Educação
  • EDUCAÇÃO & DESENVOLVIMENTO
  • Empreendedorismo
  • Emprego
  • Encontro com Selfie
  • Entrevistas
  • Equilíbrio Emocional
  • Esporte & Bem Estar
  • Esportes
  • Estética
  • Estratégia Patrimonial
  • Eventos
  • Família & Sucessões
  • Familia e Sucessões
  • Finanças
  • Fisioterapia
  • Fitness
  • Fonoaudiologia
  • Fotos
  • Gastronomia
  • Genética e Metabolismo
  • Geral
  • Gestão de Carreira
  • Gestão de Risco
  • Gestão de Tempo
  • Gestão de Vendas
  • Gestão do Tempo
  • Gestão Emocional & Mentoria
  • Gestão Financeira
  • Hipnoterapia
  • História
  • Inclusão Social
  • Inglês
  • LGBTQIA+
  • Liderança
  • Literatura
  • Marcas & Patentes
  • Marketing
  • Medicina Veterinária
  • Mediunidade
  • Megastral
  • Meio Ambiente
  • Mentoria
  • Mercado de Trabalho
  • Mercado de trabalho
  • Moda
  • Moda de Rua
  • Moda e Estilo
  • Moda e Estilo
  • Mulher
  • Música
  • Naturismo
  • Negócios
  • Neurociência
  • Neuropsicopedagogia
  • Notícias
  • Nutrição
  • O Poder da Mente
  • O Programa
  • Organização Digital
  • Paisagismo
  • Papo com o Inconsciente
  • Perícia Forense
  • Perícia Medica
  • Perícia Médica
  • Personalidades
  • Pesca
  • Pet
  • Pet
  • Planejamento Patrimonial
  • Plus Size
  • Poemas & Reflexões
  • Positividade
  • Previdência e Seguridade Social
  • Previdência Social
  • Psicologia
  • Psicologia do Coração
  • Psicologia Infanto Juvenil
  • Psicologia Perinatal
  • Qualidade de vida
  • Radar Global
  • Reconexão Psicanalítica
  • Reconstrução Feminina
  • Redes Sociais
  • Relacionamento Interpessoal
  • Relações Feridas
  • Relações Trabalhistas
  • Religiosidade
  • Reprocessamento de Emoções
  • Reprogramação Emocional
  • Reprogramação Mental
  • Responsabilidade Social
  • Saúde
  • Saúde da Mulher
  • Saúde Mental
  • Serviço Social
  • Sexologia
  • Sextou Músical
  • Sociologia
  • Sustentabilidade
  • TBT
  • Teatro
  • Tecnologia
  • Terapia Holística
  • Terapias
  • Trabalho em Foco
  • Transformação Vital
  • Tributação
  • Tricologia
  • Turismo
  • Últimas Notícias
  • Vagas de Emprego
  • Variedades
  • Versos e Prosas
  • Vídeos
  • Quem Somos
  • Política de Cookies
  • Política de Privacidade
  • Contato

© 2024 Som de Papo - Todos os direitos reservados.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Quem Somos
  • Advocacia Exponencial
  • Além da mente
  • Ansiedade
  • Arquitetura
  • Arteterapia
  • Arte e Literatura
  • Asé
  • Atenção Psicossocial
  • Autonomia Afetiva
  • A voz da defesa
  • Bastidores
  • Cidadania
  • Coaching
  • Contabilidade
  • Controladoria
  • Cultura
  • Dança & Teatro
  • Decoração e Paisagismo
  • Destaques
  • Direito Administrativo
  • Direito Ambiental e Agrário
  • Direito da Mulher
  • Direito do Consumidor
  • Direito e Oncologia
  • Direito Eleitoral
  • Direito Médico
  • Direito Previdenciário
  • Direitos Sociais
  • Direito do Trabalho
  • Economia
  • Educação
  • EDUCAÇÃO & DESENVOLVIMENTO
  • Empreendedorismo
  • Emprego
  • Entrevistas
  • Equilíbrio Emocional
  • Esportes
  • Estética
  • Estilo de Vida
  • Estratégia Patrimonial
  • Eventos
  • Fitness
  • Fotos
  • Gastronomia
  • Genética e Metabolismo
  • Geral
  • Gestão de Carreira
  • Gestão de Risco
  • Gestão de Tempo
  • Gestão de Vendas
  • Gestão Financeira
  • Hipnoterapia
  • História
  • Inclusão Social
  • Inglês
  • LGBTQIA+
  • Literatura
  • Marcas & Patentes
  • Marketing
  • Medicina Veterinária
  • Mediunidade
  • Meio Ambiente
  • Mercado de trabalho
  • Moda e Estilo
  • Mulher
  • Música
  • Naturismo
  • Negócios
  • Neurociência
  • Notícias
  • Nutrição
  • O Programa
  • Organização Digital
  • Paisagismo
  • Perícia Forense
  • Perícia Medica
  • Personalidades
  • Pesca
  • Pet
  • Planejamento Patrimonial
  • Plus Size
  • Poemas & Reflexões
  • Positividade
  • Previdência e Seguridade Social
  • Previdência Social
  • Psicologia Infanto Juvenil
  • Psicologia Perinatal
  • Reconexão Psicanalítica
  • Redes Sociais
  • Relacionamento Interpessoal
  • Reprogramação Emocional
  • Saúde
  • Serviço Social
  • Sexologia
  • Sextou Músical
  • Sustentabilidade
  • TBT
  • Teatro
  • Tecnologia
  • Terapias
  • Terapia Holística
  • Trabalho em Foco
  • Transformação Vital
  • Tributação
  • Tricologia
  • Turismo
  • Últimas Notícias
  • Vagas de Emprego
  • Variedades
  • Versos e Prosas
  • Viagem
  • Vídeos

© 2024 Som de Papo - Todos os direitos reservados.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Adicionar nova lista de reprodução

Este site usa cookies. Ao continuar a utilizar este website está a dar consentimento à utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.