Por Ramon Henrique
São duas formas de viver a atração que muita gente ainda não conhece direito, mas que fazem parte do espectro LGBTQIA+.
Ser assexual significa sentir pouca ou nenhuma atração sexual por outras pessoas, e isso não quer dizer que a pessoa não pode se relacionar, não pode gostar de alguém, ou que tem algo de errado.
É só que o desejo sexual simplesmente não é o que move ela, tem assexuais que namoram, que casam, que têm relações por outros motivos, e tem assexuais que preferem não ter nada disso.
Também existe o espectro cinza-sexual e o demissexual, que são pessoas que sentem atração sexual muito raramente ou só depois de criar um vínculo emocional muito forte.
Já a aromaticidade é sobre atração romântica, uma pessoa aromática sente pouca ou nenhuma vontade de ter relacionamentos românticos do jeito que a sociedade mostra em filmes e novelas.
Não é sobre não amar, aromáticos amam amigos, família, e podem ter conexões muito profundas, só não sentem aquele desejo de namoro, de romance, de “frio na barriga”.
Tem também o espectro cinza-romântico e o demirromântico pra quem sente isso de forma rara ou condicional.
Quando a pessoa é assexual e aromática ao mesmo tempo a gente chama de aroace.m, quando é só uma das duas, pode ser assexual mas romântica, ou aromática mas sexual, cada combinação é válida.
O ponto principal é entender que atração sexual e atração romântica são coisas separadas, Você pode querer uma sem a outra, as duas, ou nenhuma, e nada disso é doença, fase ou escolha.
É só mais uma forma de existir, a letra “A” da sigla LGBTQIA+ representa exatamente isso: assexual, aromático e agênero, e falar sobre isso é importante porque ajuda quem se identifica a se sentir menos sozinho e ajuda quem não conhece a respeitar que o amor, a conexão e a felicidade não têm uma fórmula única.
Tem gente que encontra felicidade em um relacionamento, tem gente que encontra na amizade, na família, nos projetos, na arte, e tá tudo bem. Todas as cores importam.
Texto: Ramon Henrique
Instagram:@ramonhenriquee
Crédito Fotográfico: coletivo de gênero
Fonte: UOL/Terra/revista Veja/ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais.



