Por Teo Gelson
Embora os Flintstones já fizessem sucesso mostrando o cotidiano na Idade da Pedra, o Capitão Caverna inovou ao trazer o conceito de super-herói para o período pré-histórico. Criado por Joe Ruby e Ken Spears (as mentes brilhantes que também nos deram o Scooby-Doo), ele foi apresentado ao mundo em 1977. A ideia era misturar a força bruta dos homens das cavernas com a comédia pastelão e os mistérios juvenis que estavam em alta na época.
Uma das maiores piadas do desenho era a anatomia do Capitão. Ele era basicamente uma montanha de pelos com olhos, nariz, braços e pernas. Mas o que realmente desafiava as leis da física era o que ele conseguia esconder ali dentro. O pelo do herói funcionava como um estoque infinito. Ao longo dos episódios, ele puxava de tudo lá de dentro para ajudar a resolver os casos: desde ferramentas simples, lanternas e lanches gigantes até dinossauros inteiros e televisões ligadas!
O Capitão Caverna não trabalhava sozinho. Ele foi descongelado de um bloco de gelo por três garotas super descoladas: Dee Dee, Taffy e Brenda, conhecidas como As Panterinhas. Se você achou o nome familiar, não é mera coincidência! O trio e a dinâmica do desenho foram uma paródia e uma homenagem direta à série Charlie’s Angels (que no Brasil ficou conhecida justamente como As Panteras), um dos maiores fenômenos da televisão mundial na mesma década.
O Capitão Caverna conseguia voar, mas os seus superpoderes tinham um “prazo de validade” hilário dentro de cada cena. Para levantar voo, ele precisava girar seu porrete como as hélices de um helicóptero. O problema é que, no meio do caminho, a energia dele ou do porrete simplesmente acabava, fazendo o herói despencar direto no chão (geralmente em cima de algum vilão ou de um aliado).
O sucesso do personagem foi tão grande que ele não ficou preso apenas ao seu próprio show. O Capitão Caverna fez participações inesquecíveis em outras produções da Hanna-Barbera. Ele ganhou segmentos nos desenhos dos Flintstones (onde morava em Bedrock e interagia com Fred e Barney) e também participou da icônica e competitiva Corrida Espacial do Zé Colmeia.
O Capitão Caverna representava uma era de ouro da animação, onde a simplicidade do humor e a criatividade dos designs conquistavam o público logo no primeiro minuto de tela. Rever suas trapalhadas e seu apetite insaciável (ele chegava a comer os objetos do cenário quando estava com fome!) é uma viagem direta para os dias em que nossa única preocupação era não perder o horário do desenho.
Fonte: https://reiniciaai.com.br/



