Por Dr. Guilherme Britto
Antes de tudo, vamos falar sobre esse Hormônio que é amplamente comentado hoje em dia!
A testosterona é um hormônio esteróide do grupo dos andrógenos, produzida principalmente nos testículos nos homens e, em menor quantidade, nos ovários nas mulheres e nas glândulas adrenais em ambos os sexos. No homem, é responsável pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias, como o aumento da massa muscular, a voz mais grave, o crescimento de pelos corporais e faciais e a libido. Além disso, a testosterona desempenha um papel crucial na produção de esperma e na
manutenção da saúde óssea.
Nas mulheres, apesar de estar presente em menores quantidades, a testosterona contribui para a libido, a saúde óssea, a regulação do humor e a manutenção da massa muscular.
Quando falta testosterona no corpo, diversos problemas podem surgir. Essa condição clínica nós chamamos de Hipogonadismo!
Em sua definição, o hipogonadismo é uma condição caracterizada pela baixa produção de testosterona pelos testículos nos homens ou pelos ovários nas mulheres.
Dentre os fatores de Risco para desenvolver essa doença, temos:
– Envelhecimento
– Obesidade
– Diabetes tipo 2
– Doenças crônicas (como insuficiência renal ou hepática)
– Uso de certos medicamentos (como opioides e corticosteroides)
– Traumas ou cirurgias nas gônadas
– Distúrbios genéticos.
Mas quais são os sinais e sintomas que a pessoa com Hipogonadismo pode sentir?
Os sintomas de hipogonadismo podem variar, mas geralmente incluem:
– Redução da libido (menos desejo sexual)
– Disfunção erétil
– Diminuição da massa muscular e força
– Aumento da gordura corporal
– Fadiga e fraqueza
– Alterações de humor e depressão
– Osteoporose
– Problemas no sono
Quais os prejuízos à saúde que a falta de testosterona pode causar?
A baixa produção de testosterona pode levar a diversas complicações, incluindo:
– Diminuição da qualidade de vida
– Maior risco de doenças cardiovasculares
– Perda de massa óssea, aumentando o risco de fraturas
– Problemas metabólicos, como resistência à insulina e diabetes
– Depressão
Não se preocupe, pois há uma forma extremamente eficaz para se aumentar a testosterona de forma natural e eu vou te mostrar qual é!
Atividade Física & Testosterona
A prática regular de atividade física pode ser um grande aliado na manutenção e até no aumento dos níveis de testosterona. Durante o exercício, especialmente o treinamento de resistência (como musculação) e exercícios de alta intensidade, ocorre uma série de reações no corpo que estimulam a produção de testosterona.
– Estimulação do cérebro: O exercício físico intenso estimula a liberação de hormônios como o hormônio luteinizante (LH), que sinaliza os testículos a produzirem mais testosterona.
– Aumento da Sensibilidade à Testosterona: O treinamento físico regular pode aumentar a sensibilidade dos receptores de andrógenos nas células musculares, potencializando os efeitos da testosterona.
– Redução do Estresse: O exercício físico
ajuda a reduzir os níveis de cortisol, um hormônio do estresse que, em excesso, pode suprimir a produção de testosterona.
– Melhora da Composição Corporal: A redução da gordura corporal através do exercício pode aumentar a produção de testosterona, já que a gordura em excesso está associada a menores níveis de testosterona.
Portanto, vimos que estudos nos mostram que indivíduos que praticam atividades físicas regularmente tendem a ter níveis mais altos de testosterona em comparação com indivíduos sedentários. O treinamento de resistência, em particular, tem mostrado ser eficaz na elevação dos níveis de testosterona tanto em homens jovens quanto em idosos.
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Referências:
1. Grossmann, M., & Matsumoto, A. M. (2017). “Testosterone treatment and cardiovascular risk.” Nature Reviews Endocrinology, 13(5), 299-309.
2. Hackney, A. C. (2020). “Exercise as a stressor to the human neuroendocrine system.” Medicina, 56(12), 707.
3. Sato, K., Iemitsu, M., Aizawa, K., & Ajisaka, R. (2016). “Testosterone and DHEA activate the glucose metabolism-related signaling pathway in skeletal muscle.” American Journal of Physiology-Endocrinology and Metabolism, 290(3), E555-E561.



