Por Marize Reges
Quando falamos de violência contra a mulher, muitas vezes pensamos apenas na agressão física. Mas a violência também pode ser psicológica, moral, patrimonial ou sexual. E todas essas formas machucam profundamente, deixando marcas que não se veem no corpo, mas pesam na alma.
Enfrentar essa realidade não é fácil. Eu sei que muitas mulheres sentem medo, vergonha ou acreditam que não têm forças para sair de uma relação abusiva. Mas quero te lembrar: você não está sozinha.
O primeiro passo é romper o silêncio. Denunciar não é apenas um direito, é uma forma de proteção para você e para tantas outras mulheres. No Brasil, existe o 180, um canal nacional de denúncia, e em situações de emergência, o 190.
Também é importante buscar apoio – seja na família, em amigas, em grupos de acolhimento ou em instituições especializadas. Estar cercada de pessoas que te fortalecem faz toda a diferença.
Outro ponto essencial é o fortalecimento da autoestima e da autonomia. Quando a mulher reconhece seu valor e sua força, ela consegue perceber mais rápido os sinais de abuso e tem mais coragem para dizer “basta”.
Mas precisamos ir além. A violência contra a mulher não é um problema individual, é social. Enfrentar isso exige que todos nós – homens e mulheres – tenhamos coragem de falar sobre o assunto, educar nossos filhos, não normalizar comportamentos abusivos e apoiar quem sofre.
A mensagem que quero deixar aqui é: você merece viver com dignidade, respeito e amor. Nenhuma forma de violência é aceitável. Romper o ciclo é difícil, mas é possível. E quanto mais nos apoiamos umas às outras, mais fortes nos tornamos.



