Por Drs Vanessa Claudia e Yuri Oliveira
A gagueira é um assunto de muitos questionamentos, muitas divergências do que é mito ou verdade, iremos aqui esclarecer dentro de bases cientificas os conceitos, causas e sintomas da gagueira, assim como mostrar os novos estudos sobre o tema.
A gagueira é um transtorno da fluência da fala, caracterizado por interrupções involuntárias no fluxo da fala. Essas interrupções podem aparecer como repetições de sons ou sílabas, prolongamentos de sons e bloqueios (quando a pessoa tenta falar, mas a palavra “não sai”
Há vários fatores que determinam as causas da gagueira, dentre elas, a Neurológica, onde consiste nas diferenças formas como o cérebro processa a linguagem e a fala na primeira infância. Existe uma influência forte com relação aos Fatores Genéticos onde há um forte componente hereditário e costuma ocorrer em famílias. Até a quarta geração há riscos do GEN da gagueira se manifestar entre os membros da família. O Psicológico, NÃO causa a gagueira, mas pode agrava-la. O estresse e a ansiedade são componentes que provocam um verdadeiro desequilíbrio cerebral, refletindo na fala. E a INFECÇÃO ESTREPTOCÓCICA, é um estudo realizado pelo Departamento de Neurociência da Universidade de Uppsala, Uppsala, Suécia. Este estudo relata que a infecção por estreptococo na cavidade orofaringe, especificamente nas amigdalas, causam alterações na transmissão de dopamina (atua nos gânglios da base, responsável pela coordenação e controle motor).
Os principais sinais da gagueira incluem:
Repetição de sons, sílabas ou palavras curtas (“pa-pa-papai”).
Prolongamento de sons (“ssssapato”).
Bloqueios ou pausas súbitas na fala.
Tensão muscular no rosto e no pescoço ao tentar falar.
Movimentos acessórios (piscar os olhos, bater o pé, mexer a cabeça) durante o esforço de falar.
Evitação de palavras ou situações sociais por medo de gaguejar.
A gagueira NÃO TEM CURA, mas tem tratamento e pode ser controlada e melhorada com acompanhamento adequado com profissional especialista na área, no caso o fonoaudiólogo. O tratamento consiste em técnicas de fluência, ritmo, respiração e estratégias de comunicação. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhores os resultados. O apoio psicológico as vezes é indicado para que o indivíduo possa lidar com a ansiedade, autoestima e impacto social da gagueira.
Estima-se que cerca de 1% da população mundial tenha gagueira persistente em crianças pré-escolares a taxa é maior, entre 5% e 10% passam por períodos de gagueira, porém a maioria das crianças que gaguejam apresenta melhora ou remissão espontânea ou por intervenção precoce.
No Brasil, calcula-se que 2 milhões de pessoas tenham gagueira crônica. Já prevalência crônica em adultos é de 1% da população e em crianças é de 5%.
Por Vanessa Cláudia V. Pinto de Melo
CRFa 8-4541 – Fonoaudióloga
@vanessacvpmelo @fonargroup
Yuri Oliveira CRFa – 8- 11.909 – Fonoaudiólogo
@yurioliveirafe_fonoaudiologia @fonargroup



