Por Viviane Romanio
Especializada em Saúde Mental.
Você já parou para pensar que há muitas razões pelas quais somos duros conosco quando sentimos que falhamos. Podemos ter internalizado as vozes de pais ou professores que nos criticaram no passado. Podemos ter absorvido mensagens culturais desvalorizantes sobre nossas características pessoas ou a nossa identidade. E talvez podemos achar que devemos nos antecipar, exercendo nossa autocritica, antes mesmo que as outras pessoas o façam.
A maioria de nós não teria amigos se falássemos com os outros da maneira como falamos conosco.
E como seria bom se ao invés de apontarmos quando as coisas dão errado, quando nós falhamos ou mesmo quando cometemos erros, cultivássemos a gentileza, ou a autocompaixão como um antídoto. Em vez de autocritica, podemos desenvolver nossa bondade conosco; em vez do autoisolamento, podemos cultivar uma apreciação por sermos somente humanos, passiveis de erros e acertos. Permitindo e aceitando nossa dor.
A autocompaixão requer mudanças em nossa cabeça, nosso coração e nossos costumes.
Há muitas maneiras diferentes de sermos gentis conosco quando erramos ou falhamos. Podemos cuidar de nós mesmos comendo bem, nos exercitando, meditando, mergulhando nas nossas memórias afetivas, principalmente aquelas que nos remetem a momentos felizes e prazerosos e nos conectar com pessoas com amigos e familiares atenciosos.
Passar um tempo em contato com a natureza também será muito benéfico.
Mas nada será mais reconfortante que saber deliberadamente reformular nossos erros ou nossos fracassos em uma linguagem mais compreensiva, como por exemplo: “Sim, não foi muito bom eu ter comido todo aquele pote de sorvete, mas eu estava muito estressado e com fome” ou “É verdade, eu realmente perdi o controle naquela discussão, mas também fui magoada”.
O importante é saber falar conosco com palavras gentis, ressignificar e nos tratarmos como falaríamos com um amigo.
Exercermos a compaixão com nós mesmos é uma base importante para termos compaixão pelos outros.
Pense nisso e sempre que necessário exerça a autocompaixão.
Muito prazer! Eu sou Viviane Romanio, psicóloga clínica, pós graduada em Saúde mental e abordagens cognitivas pelo Hospital Albert Einstein de São Paulo e pós graduanda em TCC – Terapia Cognitivo Comportamental pelo Instituto Cognitivo de Porto Alegre. Meus atendimentos são presenciais e online em todo Brasil e atendo também brasileiros pelo mundo. O meu público são adolescentes, adultos, casais e terceira idade.
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Referência: Livro o Dom extraordinário de ser: Autor: Ronald D. Siegel



