Por: Nutricionista Davi Mascarenhas, Instagram: @davinutricionista
Evidências de estudos observacionais e de intervenção (ensaios clínicos) mostraram que a dieta Mediterrânea é benéfica para a prevenção de várias doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas (doença de Alzheimer). É importante notar que a importância relativa de cada alimento que compõe a dieta Mediterrânea provavelmente difere pelo resultado. Por exemplo, frutas e vegetais podem ter um impacto mais forte na função cognitiva do que outros grupos alimentares, enquanto as oleaginosas e o amendoim (nuts) podem ter um impacto mais forte nos fatores de risco cardiovascular e na incidência e mortalidade por doenças cardiovasculares (DCV).
A ingestão de azeite de oliva tem sido associada a menor risco de doença cardíaca coronariana (DCC) e DCV total, especialmente ao substituir outras gorduras, como margarina, manteiga, maionese e gordura láctea. No entanto, nenhuma associação com DCV foi observada em um grande estudo de coorte quando o azeite de oliva substituiu outros óleos vegetais saudáveis, sugerindo que os óleos vegetais também podem ser uma boa alternativa às gorduras animais mais saturadas (GUASCH-FERRÉ, 2021).
Em vários estudos coorte prospectivos (estudos observacionais que fazem acompanhamento de uma população por longos anos), uma melhor adesão à dieta Mediterrânea foi associada a uma maior longevidade ou a um menor risco de mortalidade por todas as causas.
Um estudo transversal com 4676 mulheres saudáveis de meia idade e mais velhas do Nurses’ Health Study (Estudo de Saúde das Enfermeiras), mostrou que a maior adesão à dieta mediterrânea foi significativamente associada ao comprimento mais longo dos telômeros. Telômeros são sequências repetitivas de DNA nas extremidades dos cromossomos que sofrem desgaste cada vez que uma célula se divide. O comprimento dos telômeros é considerado um biomarcador do envelhecimento; telômeros mais curtos estão associados a uma expectativa de vida reduzida e a taxas maiores de desenvolvimento de doenças crônicas relacionadas à idade. O desgaste dostelômeros é acelerado pelo estresse oxidativo e inflamação (características de um padrão alimentar ocidental), o que pode ser atenuado com um padrão alimentar rico em frutas, vegetais, grãos integrais, leguminosas e oleaginosas, característico da dieta Mediterrânea. Esses alimentos são ricos em fibras e fitoquímicos, que possuem atividade antioxidante e anti-inflamatória.
Referencias: ebook grupo de estudos Dudu Haluch



