*Por Poetisa Thaisy Moraes
I @thaisymoraespoetisa
Em minha frente, desafio.
Um fascínio sem igual.
Não se mostrou, a mim;
não me chamou por nome.
Estava ali, inteiro:
o calabouço em pedra.
Fui eu quem entrou, perceba,
naquele espaço escuro.
As gélidas paredes
faziam suas vezes.
O frio que não explica
ocupa os espaços.
Paguei para ver de perto
aquele olhar profundo.
Sentei no chão soturno,
por atração, agi.
Aquele calabouço,
sombrio e desejado,
era o mundo
em minhas mãos
num instante contemplado.
Luar sequer notado,
sombrio por ser belo.
Só tarde percebi,
não era mais fascínio.
Acorrentado estava
e não mudei de eixo.
Não vi o sol se pôr.
As sombras na parede.
Perdi, com fome e frio,
a chave e o amor.
*Thaisy Moraes é servidora pública municipal responsável pelo setor de Patrimônio do Município de São Carlos/SC, biomédica formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), escritora e poetisa há treze anos: “Escrevo há treze anos sobre tristezas e alegrias, e belezas e feiuras, tão presentes em nossa condição humana.” Escreve desde 2012. Em 2022, após dez anos escrevendo sobre as tristezas e alegrias, e belezas, e feiuras, publicou o seu primeiro livro chamado Passagens. Neste ano de 2026, embarcou na alucinante viagem dos concursos de poesia nacionais: semifinalista do Prêmio Nacional Poiesis de Literatura, coautora da antologia Poemas de Amor para Curar o Mundo (editora Articule), volume 2, sendo autora convidada para a mesa de autógrafos da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo; coautora da antologia Viva Poesia 2026 (editora Lura), com lançamento na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo; coautora da antologia Gente é pra Brilhar (editora Articule), sendo autora convidada para a mesa de autógrafos da 23ª Bienal do Livro do Rio, que ocorrerá no ano de 2027; coautora da antologia Um Poema para cada Noite, com lançamento na 23ª Bienal do Livro do Rio.
** Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.



