Por: Nutricionista Davi Mascarenhas, Instagram: @davinutricionista
Durante o exercício físico a produção de ERO aumenta, gerando uma condição de estresse oxidativo momentânea, pois após o treino a concentração 69 de ERO diminui, sendo diferente da condição de obesidade que a concentração de ERO está sempre elevada. Nas mitocôndrias, a produção de ERO é proporcional ao consumo de oxigênio, ou seja, quando há um elevado consumo de oxigênio a produção de ERO aumenta. Assim, durante o exercício, os músculos em contração são proeminentes fontes de produção de ERO, com maiores elevações em exercícios volumosos ou de alta intensidade, justamente devido ao maior consumo de oxigênio.
Agora vamos compreender como o exercício físico consegue melhorar a capacidade antioxidante. Durante as contrações musculares no exercício físico acontece um aumento no consumo de oxigênio nas mitocôndrias e isso eleva a produção de ERO. ERO ativa o fator de transcrição NRF-2 que na sequência vai até o núcleo da célula muscular e na fita de DNA aumenta a produção de enzimas antioxidantes, como a SOD, catalase e glutationa peroxidase. A cada sessão de treino realizada há um aumento na ativação de NRF-2 e produção de mais enzimas antioxidantes, por isso, o indivíduo com obesidade que faz exercício físico vai melhorando a sua capacidade antioxidante.
Estudos vêm demonstrando que a produção aguda de ERO pelo exercício físico promove outras adaptações celulares, como a hipertrofia muscular gerado pelo treinamento resistido e a biogênese mitocondrial gerada pelo treinamento aeróbio (JACKSON, 2005). Hornberger e colaboradores (2003) observaram que camundongos transgênicos deficientes em selênio (animais com expressão diminuída de enzimas antioxidantes) exibiram maior hipertrofia muscular quando estimulados por um modelo de sobrecarga muscular comparado aos animais com o sistema antioxidante normalizado.
Além disso, a suplementação de vitamina E e C gerou prejuízos nos ganhos de massa muscular e sinalização anabólica, sugerindo que o uso de vitamina E e C atenuou a produção de ERO e, consequentemente, a magnitude de hipertrofia muscular (PAULSEN et al. 2014; BJORNSEN et al. 2016).
Referências: ebook obesidade e síndrome metabólica, Dudu haluch e Marcelo Conrado



