Por Rony Cysney
O médium baiano Divaldo Franco morreu, na noite desta terça-feira (13), aos 98 anos, em Salvador. Segundo a Mansão do Caminho, instituição espírita fundada por ele em 1952, ele faleceu às 21h45.
O velório foi realizado nesta quarta-feira (14), no Ginásio da Mansão do Caminho, das 9h às 20h, na capital baiana. O enterro será na quinta-feira (15), às 10h, no Cemitério Bosque da Paz, na mesma cidade.
Nascido em 5 de maio de 1927, em Feira de Santana (BA), Divaldo Franco era o mais novo de 13 irmãos. Segundo sua biografia oficial, o médium teve sua primeira experiência espiritual aos 4 anos de idade, quando teria conversado com sua já falecida avó.

Em 1947, fundou seu primeiro centro espírita, o Caminho da Redenção, juntamente com Nilson Pereira de Souza, que morreu em 2013. Os dois fundariam a Mansão do Caminho cinco anos depois. Em 1952, ao lado do amigo Nilson de Souza Pereira, fundou a Mansão do Caminho, obra social de base espírita situada em Salvador. A instituição acolheu milhares de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, oferecendo educação, assistência médica, alimentação e formação moral. Ao longo de mais de sete décadas, o projeto atendeu aproximadamente 40 mil jovens, funcionando como referência em ação social baseada nos princípios espíritas.
De acordo com a Mansão do Caminho, Divaldo fez mais de 20 mil conferências, em 2,5 mil cidades de 71 países. Publicou cerca de 260 obras, que venderam mais de 10 milhões de exemplares e foram traduzidas para 17 idiomas.

SEU LEGADO
Mesmo enfrentando limitações de saúde nos últimos anos, Divaldo manteve a rotina de atividades públicas e encontros com seguidores até 2023, quando passou a apresentar complicações clínicas. Internado em diversas ocasiões, seguiu sob cuidados médicos até o falecimento.
Fundador da Mansão do Caminho, Divaldo dedicou mais de sete décadas à assistência a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Por meio da educação, do acolhimento e do cuidado, a obra beneficiou milhares de famílias e se tornou um símbolo de solidariedade e transformação social.
“Divaldo Franco foi um incansável defensor da fraternidade e da solidariedade. Sua atuação ultrapassou fronteiras religiosas, tocando corações e mentes com sua sabedoria e humildade”, afirmou o prefeito de Salvador, Bruno Reis.
Seu legado, segundo a equipe da Mansão do Caminho, “é inestimável e continuará guiando as futuras gerações que trabalham pelo bem coletivo, pela espiritualidade e pela dignidade humana”.
Por Rony Cysney
Fonte das fotos e pesquisa: jornalgrandebahia.com.br / infomoney.com.br / agenciagbc.com / grupoceres.net.br



