Por Marize Reges
Durante muito tempo, a sociedade tentou nos convencer de que a mulher ideal era aquela casada, de preferência com filhos, dedicada à família, quase sempre em segundo plano. Ser solteira era sinal de “fracasso”, e ser divorciada, então, um estigma. Mas os tempos mudaram — e nós mudamos com eles.
Hoje, mais do que um “estado civil”, o que importa é o estado de espírito. Não existe fórmula perfeita. Existem escolhas alinhadas com quem somos em cada fase da vida.
Ser casada pode ser maravilhoso — quando há parceria, amor, respeito. Um relacionamento saudável pode somar, trazer acolhimento e crescimento. Mas estar só, por decisão ou circunstância, também pode ser libertador. Ser solteira pode significar liberdade, autoconhecimento e autonomia. Já o divórcio, muitas vezes, é o recomeço necessário para uma vida mais leve, plena e verdadeira.
A melhor opção de estar é aquela que nos faz sentir bem com nós mesmas. Que nos permite florescer, respeitando nossos desejos, valores e limites.
O mais importante não é o título que carregamos, mas a mulher que escolhemos ser todos os dias — com coragem, com amor-próprio e com a consciência de que somos inteiras em qualquer condição.
@marizerreges



