Por Thiago Alves Eduardo
Psicólogo
@thiagoalveseduardopsic
A maternidade é uma experiência profundamente transformadora. Junto com o amor intenso e as descobertas diárias, muitas mulheres também enfrentam mudanças físicas, emocionais e na própria identidade. Nesse processo, é comum que a autoestima oscile. Por isso, cultivar hábitos que fortaleçam o amor-próprio não é um luxo, mas uma necessidade. A seguir, estão dez hábitos que podem ajudar a manter e reconstruir a autoestima após a maternidade.
O primeiro hábito é praticar a auto compaixão, em vez de se cobrar perfeição, é importante reconhecer que cada fase tem seus desafios. Ser gentil consigo mesma, especialmente nos dias difíceis, ajuda a reduzir a culpa e a sensação de inadequação.
O segundo é respeitar o próprio tempo, o corpo e a mente passam por grandes mudanças após a gestação, e a recuperação não acontece da noite para o dia. Evitar comparações com outras mães ou com a própria versão anterior à maternidade é essencial para preservar a autoestima.
O terceiro hábito envolve cuidar do corpo de forma consciente, isso não significa buscar padrões irreais, mas sim adotar pequenas práticas de autocuidado, como se alimentar bem, se movimentar quando possível e descansar sempre que houver oportunidade. O cuidado físico impacta diretamente o bem-estar emocional.
O quarto é reservar momentos para si mesma, mesmo com a rotina intensa, é fundamental encontrar pequenos espaços no dia para fazer algo que traga prazer seja ler, tomar um banho tranquilo ou simplesmente ficar em silêncio por alguns minutos. Esses momentos ajudam a reconectar-se com a própria identidade.
O quinto hábito é manter uma rede de apoio, conversar com outras mães, amigos ou familiares pode aliviar o peso emocional e trazer novas perspectivas. Compartilhar experiências reduz a sensação de solidão e fortalece a confiança.
O sexto é reconhecer e valorizar as próprias conquistas, desde pequenas vitórias diárias até grandes desafios superados, tudo merece ser celebrado. Muitas vezes, a maternidade exige tanto que a mulher esquece de enxergar o quanto está fazendo bem.
O sétimo hábito é estabelecer limites saudáveis, dizer “não” quando necessário e evitar sobrecarga são atitudes fundamentais para preservar a saúde mental. Nem tudo precisa ser feito de forma perfeita ou imediata.
O oitavo é evitar comparações nas redes sociais, a exposição constante a vidas aparentemente perfeitas pode distorcer a realidade e gerar frustração. Lembrar que cada maternidade é única ajuda a manter os pés no chão.
O nono hábito é buscar conhecimento e apoio emocional quando necessário, ler, ouvir especialistas ou até procurar terapia pode ser um grande passo para compreender melhor os sentimentos e lidar com as mudanças dessa fase.
Por fim, o décimo hábito é cultivar pensamentos positivos sobre si mesma, a forma como a mulher se enxerga influencia diretamente sua autoestima. Substituir críticas internas por afirmações mais gentis pode, com o tempo, transformar a maneira de se sentir.
Manter a autoestima após a maternidade é um processo contínuo, que exige paciência e cuidado. Não se trata de voltar a ser quem se era antes, mas de acolher e valorizar a nova versão que surge com essa experiência. Afinal, ser mãe não diminui a mulher amplia sua força, sua sensibilidade e sua capacidade de se reinventar.
“Sou psicólogo Clínico e Social, referência na minha área de atuação, Terapeuta Cognitivo Comportamental pós graduado em Traumas Psicológicos ( Psicotraumatologia) e especialista em Sexualidade Humana. Minha prática é focada em resultados reais: ajudo pessoas e casais a compreenderem profundamente seus pensamentos, emoções e comportamentos, promovendo transformação, bem-estar duradouro, propósito de vida e relações mais saudáveis e equilibradas. Com um olhar técnico, humano e estratégico, conduzo cada processo terapêutico de forma personalizada, respeitando a singularidade de cada história.”



