Por Marize Reges
O tempo passa. O rosto muda, o corpo muda, os cabelos ganham novas histórias. Mas existe algo que não precisa mudar: a mulher que você escolheu ser.
Envelhecer não deveria significar abandonar a vaidade, os sonhos, a vontade de sair, de se arrumar, de aprender, de amar e de experimentar coisas novas.
Durante muito tempo, ensinaram às mulheres que cada idade tinha um comportamento determinado. Depois dos 40, certas roupas. Depois dos 50, menos maquiagem. Depois dos 60, mais discrição. Como se a idade viesse acompanhada de um manual dizendo o que ainda podemos desejar.
Mas a vida não funciona assim.
A mulher que chega aos 60, 70 ou 80 continua sendo mulher. Continua tendo personalidade, desejos, opiniões, planos e vontade de viver.
Talvez o que mude com o tempo não seja quem somos, mas aquilo que já não aceitamos.
Aos poucos, aprendemos a dizer não ao que nos diminui, às regras que nunca fizeram sentido e à necessidade de agradar todo mundo.
E talvez essa seja uma das maiores belezas de amadurecer: continuar sendo você, mas com muito mais consciência do seu valor.
O tempo pode mudar a nossa aparência. Pode deixar marcas no rosto e histórias no corpo.
Mas não precisa levar embora a nossa essência.
Porque envelhecer não é deixar de ser quem você é.
É finalmente ter liberdade para ser ainda mais você.



