Por Rony Cysney
Às 02h35 (horário de Brasília) e às 07h35 (horário de Roma) do dia (21), o mundo se surpreendia com a notícia da morte do Papa Francisco, após 12 anos de pontificado. A surpresa se deu porque um dia antes, o Papa rezava e desfilava no papa móvel, na praça de São Pedro, em Roma. Embora muito debilitado, todos acreditavam na sua recuperação, nos próximos dias.
Oficialmente, sobre a causa da morte, o Papa foi vítima de um derrame cerebral, seguido de insuficiência cardíaca, agravada pela pneumonia nos dois pulmões, que vinha tratando há algumas semanas, além de um quadro de diabetes.
O primeiro Papa da América do Sul, Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires e viveu e foi criado no bairro de Flores, sede do San Lorenzo, seu tine de futebol por quem torcia desde criança.

“O Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados. Com imensa gratidão por seu exemplo como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino”, diz comunicado oficial.
SEU LEGADO
Seu perfil jovial e descontraído — ele gostava de fazer piadas e brincadeiras — o tornou uma opção popular entre os colegas cardeais e uma escolha antes de mais nada, conjuntural.

A Igreja Católica vivia então um de seus momentos mais delicados. A popularidade em baixa e os escândalos de pedofilia envolvendo padres em todo o mundo são apenas alguns dos desafios que o pontífice enfrentou durante seu papado.
A modernidade também levou Francisco a lidar com outros assuntos delicados para a Igreja, como os direitos LGBTQIA+ e o sexismo. Ele foi elogiado por avanços como o de permitir bênçãos de padres a casais do mesmo sexo, colocar mulheres em cargos mais altos no Vaticano e permitir que elas votassem no Sínodo dos Bispos — a reunião em que bispos debatem e decidem questões ideológicas e regimentos internos.
Mas também foi criticado por avançar menos do que o esperado na questão feminina. Francisco terminou seu papado sem permitir sacerdotes do sexo feminino, reivindicação histórica de parte das católicas. O papa defendia que apenas cristãos do sexo masculino poderiam ser ordenados para o sacerdócio, usando como base a premissa da Igreja Católica de que Jesus escolheu homens como apóstolos.
Por Rony Cysney
Fonte das fotos e pesquisa: wikipedia.org / revistaquem.globo.com / g1.globo.com /



