* Por Poetisa Thaisy Moraes
Instagram: @thaisymoraespoetisa
Um dia destes, encontrei o papel amassado na gaveta.
Ingrato papel! Soberba caneta!
Aquele papel! Aquela história carregada de dores e mentiras tão belas!
Aquele poema abandonado na gaveta!
O “não” sussurrado gritou estridente.
Amassado e feio, rangeu os seus dentes ausentes.
Sujo e deixado de lado, aquele papel, aquele poema fingido.
Aquele poema desprezível, escorraçado, incompreendido pelo seu criador.
Aquela vítima das circunstâncias alheias clamava, agora, por atenção.
A minha atenção!
Desamassei o papel para ler novamente.
Aquele poema malvisto iluminou o meu olhar como lâmpada!
Depois desse dia, nunca mais eu amassei um papel.
Nunca mais subestimei as palavras.
Nunca mais desconfiei de um poema fingido.
*Thaisy Moraes é servidora pública municipal responsável pelo setor de Patrimônio do Município de São Carlos/SC, biomédica formada pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), escritora e poetisa há treze anos: “Escrevo há treze anos sobre tristezas e alegrias, e belezas e feiuras, tão presentes em nossa condição humana.”
** Este material possui imagem ilustrativa feita por Inteligência Artificial.



