Por Wladimir Oliveira
Será́ que a quantidade de sexo é melhor do que a qualidade do sexo ou vice-versa?
Vivemos a liberdade sexual, mas será que tem somente benefícios?
As pessoas passaram a fazer mais sexo, saber sobre prevenções, mas há também um prazo máximo para que as pessoas fiquem sem fazer sexo, claro, uma cobrança em si mesma e que acaba sendo afetado pelos padrões, e tem mais, que existe um jeito certo de transar. Sim, isso ainda acontece e a claro, a pressão aumenta ainda mais.
E o que isso traz de retorno? Frustração, decepção, isolamento, distanciamento, prazer zero. A comparação surge nesse momento justamente por não conseguir atender e encaixar nesse padrão.
Nesse tempo de isolamento tenho percebido muita falta de diálogo entre os casais, principalmente na área sexual. Tornou-se quase uma obrigação ter sexo na quarentena, ainda mais casais que vivem juntos ha muitos anos.
Para isso é muito importante o casal conversar sobre sexo, seja quanto tempo tenha de relacionamento. Sempre tem um na relação que é mais pro-ativo e pode buscar o diálogo com mais tranquilidade.
Será que a quantidade faz grande diferença?
Fazer sexo para cumprir uma obrigação, sem a qualidade e somente para satisfazer o outro, para acalmar, não é legal. Sabemos que ainda existe, seja para evitar brigas, discussões ou mesmo para se livrar de uma pessoa querendo sexo. Seria interessante se a pessoa também permitisse sentir prazer e dizer não quando não quer fazer sexo.
A qualidade do sexo faz uma grande diferença, pois o prazer passa a ser mútuo.
E a quantidade?
Sabemos que muitas pessoas gostam muuuito de sexo, sim sexo é para ser muitooo bom. Sabemos também que a quantidade, em excesso, faz muito mal tanto para a pessoa, quanto para o casal, isso sem falar sobre pornografia em excesso.
A quantidade ideal para cada pessoa deve ser discutida e muito conversada, uma vez que o prazer é a dois e não a sós, pelo menos nesse texto.
E o que você prefere?
Qualidade ou quantidade? Ou será que da para aliar as duas coisas?
Wladimir Oliveira (@psiwladimir)
Psicanalista, Sexólogo, Terapeuta Familiar
Fonte: O Vínculo do Prazer, Masters e Johnson. 1997, Bertrand Brasil.



