*Por Leandro Liz
Psicanalista
@leandrolizpsicanalista
Existem dores que parecem não encontrar palavras.
E talvez uma das mais difíceis seja a perda de uma mãe, porque a mãe, muitas vezes, é o primeiro abraço da vida.
O lugar do cuidado, da proteção, da lembrança que permanece mesmo quando o tempo passa. Quando ela parte, algo muda dentro da gente.
A cadeira vazia incomoda, as datas especiais ficam diferentes O silêncio, às vezes, parece maior.
E basta uma música, um cheiro ou uma simples lembrança para a saudade apertar o coração.
Muita gente tenta ser forte o tempo todo, mas a verdade é que viver o luto não significa esquecer.
Nem fingir que está tudo bem, na ótica da positividade, continuar não é apagar a dor.
É aprender, aos poucos, a caminhar com ela, é entender que o amor não termina quando alguém parte.
Ele continua nas memórias, nos ensinamentos, nos gestos que ficaram vivos dentro de nós.
Talvez a saudade nunca vá embora completamente. Mas, com o tempo, ela pode deixar de ser apenas dor e se transformar em amor lembrado.
Se hoje você vive o luto da sua mãe, respeite seu tempo. Chore quando precisar.
Lembrar também é uma forma de amar.
*Sou Leandro Liz, Psicanalista, e ajudo pessoas a atravessarem períodos de luto e recomeços. Se precisar de ajuda, me chame no WhatsApp: (49) 99905-8129.
Imagem criada com ajuda de IA



