Por Gilanio Calixto.
Olá pessoal, vamos juntos novamente nos deliciar com um batepapo rápido, porém reflexivo em que todos nós poderemos vivenciar um dia?
Pois bem hoje trato de um tema muito real e cada vez mais presente nas vidas de muitas pessoas, na vida de muitos filhos e filhas que é quando as NOSSAS MAMÃES viram NOSSAS FILHAS, existe um momento na vida que quase ninguém percebe quando começa.
Ele chega devagar, silenciosamente entre pequenos esquecimentos, passos mais lentos, dificuldades simples e olhares cansados. Um dia sem aviso, os papéis começam a mudar, então acontece algo profundamente humano e dolorosamente bonito:
as mães se tornando nossas filhas e dependendo exclusivamente de nós.
A mulher que um dia segurou nossa mão para atravessar a rua agora precisa do nosso braço para subir um degrau. Aquela que sabia resolver tudo começa a esquecer onde colocou os óculos. A voz firme que nos protegia do mundo passa a procurar conforto em nossa presença. É como se o tempo, discretamente, invertesse os lugares da vida. A mulher que cuidava de todos começa a precisar de cuidado.
Durante anos foi ela quem acordou cedo, enfrentou cansaço, renunciou sonhos, suportou dores caladas e continuou de pé apenas para garantir que os filhos estivessem bem, mães raramente dizem o quanto estão cansadas, elas simplesmente seguem, mas o tempo chega para todos, e um dia aquela fortaleza começa a demonstrar fragilidade, não porque deixou de ser forte, mas porque passou uma vida inteira sustentando o peso de muitas batalhas, então chega o momento em que ela começa a precisar de ajuda para lembrar remédios; de companhia em consultas; de alguém para ouvir suas histórias repetidas; de paciência nos dias difíceis; de carinho sem pressa.
E é nesse instante que alguns filhos descobrem, penas que não são a maioria, descobrem que o verdadeiro significado da palavra gratidão quando o amor muda de direção
Quando somos pequenos, dormimos tranquilos porque sabemos que existe uma mãe acordada por nós, mais tarde a vida devolve essa missão.
Passamos a acordar durante a madrugada para verificar se ela está bem. Ouvimos sua respiração em silêncio, levamos ao médico, organizamos exames, repetimos explicações, esperamos resultados, fingimos força para que ela não perceba nosso medo.
E sem perceber, nos tornamos aquilo que ela foi para nós a vida inteira: abrigo.
Há dores que só quem vive entende.
Cuidar da própria mãe envelhecendo é assistir lentamente ao tempo tocar alguém que parecia eterno. É difícil aceitar que aquela mulher que resolvia tudo agora pede ajuda para coisas simples, mais difícil ainda é perceber que, em muitos momentos ela tenta esconder a fragilidade para não “dar trabalho”.
Porque mães continuam sendo mães até quando já não conseguem mais. Quando a memória falha, o amor precisa lembrar por ela, talvez amadurecer seja exatamente isso: compreender que a mulher que um dia nos ensinou a viver precisará, um dia, que a ajudemos a continuar caminhando, porque no fim, o amor verdadeiro faz isso: ele dá voltas, muda de direção… mas nunca deixa de cuidar.
Gostou da abordagem?
Fonte do texto: Própria autoria
Imagem Internet – site: Psicologa Dra Alessandra Batista.
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Gilanio Calixto Velez
Advogado e Professor
Advogado especialista em Direito Previdenciário e em Direito de Familia
Professor Universitário em Direitos Humanos e Educação Emocional
Palestrante Motivacional e de Carreira Profissional e Autor de Livros
Fundador do Instituto de Desenvolvimento Humano – Crer & Ser – Metodologia e Projeto de Vida – Campina Grande – PB e Queimadas – PB
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