Por: Clariana Grosso
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Como você se sente no calor ou no frio?
Muitas vezes o clima do lado de fora determina como será nosso humor durante o dia. Há pessoas que são mais adeptas ao sol, dia claro, calor e outras gostam do frio, chuva, sentem-se mais elegantes.
O clima faz parte da nossa rotina, mas nem sempre percebemos o quanto as mudanças ambientais podem influenciar também a maneira como nos sentimos. Períodos de calor intenso, chuvas excessivas, secas, mudanças bruscas de temperatura e fenômenos como o El Niño podem ultrapassar os efeitos físicos e repercutir no nosso bem-estar emocional.
E o que isso tem a ver com nossas emoções?
O ser humano responde ao ambiente em que vive. O calor excessivo, por exemplo, pode favorecer irritabilidade, cansaço, alterações no sono e dificuldade de concentração. Já eventos climáticos extremos, como enchentes, tempestades ou períodos prolongados de seca, podem provocar medo, insegurança, estresse e preocupação, especialmente quando afetam a moradia, o trabalho, a mobilidade ou a segurança das famílias.
Existe ainda uma dimensão mais silenciosa: a preocupação com o futuro do planeta. Notícias constantes sobre mudanças climáticas podem despertar ansiedade, sensação de impotência e até tristeza. Para algumas pessoas, pensar nas consequências ambientais para as próximas gerações pode gerar uma espécie de sofrimento diante de um problema que parece grande demais para ser enfrentado individualmente.
Por isso, falar sobre mudanças climáticas também é falar sobre saúde emocional. Não significa transformar toda alteração do clima em um problema psicológico, mas reconhecer que corpo, mente e ambiente estão profundamente conectados.
Diante disso, algumas atitudes podem ajudar. Manter uma rotina de sono adequada, hidratar-se, respeitar os limites do corpo nos períodos de calor, reduzir a exposição excessiva a notícias alarmantes e buscar informações de fontes confiáveis são formas de cuidar de si.
Cuidar das emoções não significa ignorar os problemas ambientais. Ao contrário: significa desenvolver recursos internos para lidar com eles de maneira mais consciente e equilibrada.
O clima pode mudar, às vezes de forma imprevisível. Nem tudo está sob nosso controle. Mas podemos escolher como cuidar de nós mesmos diante dessas mudanças, reconhecendo nossos limites, buscando apoio quando necessário e cultivando pequenas atitudes que favoreçam o bem-estar.
Cuidar do planeta e cuidar da nossa saúde emocional são, cada vez mais, necessários e partes de uma mesma conversa.
Imagem criada com ajuda da IA
Sou Clariana Grosso, psicóloga clínica e perinatal. Há 20 anos atendendo pacientes com sintomas depressivos, ansiosos, burnout, mulheres e mães em diversas fases. Se você busca autoconhecimento ou suporte emocional, mande uma mensagem pelo whatsapp.



