Por Leandro Liz
Existem datas que o corpo sente antes mesmo da mente entender. O Dia das Mães, para algumas pessoas, não traz apenas lembranças. Traz ansiedade, irritação, cansaço e um desconforto difícil de explicar.
E muitas vezes o sujeito nem percebe o que foi tocado.
Na psicanálise, aquilo que não foi elaborado não desaparece. Permanece. Volta em datas, memórias, relações e até no corpo.
Uma ausência, um afeto que faltou. Uma relação marcada por dor ou silêncio.
Tudo isso pode retornar quando a data se aproxima.
Porque o inconsciente não funciona como calendário.
Ele funciona por marcas.
E o corpo responde, o peito aperta, o sono muda.
A angústia aparece sem explicação clara.
Não porque a pessoa queira sofrer.
Mas porque existe algo ali que ainda não encontrou palavra.
E aquilo que não encontra palavra…
muitas vezes encontra o corpo.
Talvez por isso certas datas pesem tanto.
Porque elas despertam aquilo que nunca foi realmente elaborado.
Leandro Liz – Psicanalista
Colunista do Portal Som de Papo – Coluna Positividade
Contato: 49 999058129
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Imagem ilustrativa com auxílio de IA.



