Por Rony Cysney
“Estou tão feliz que você não imagina. Tenho feito exercícios, pulado, jogado um futebolzinho. O que mais me alegra é ter alguém que cuida de mim. Essa eme-eme, Mulher-Maravilha”, diz Renato, referindo-se à esposa, Lilian Aragão (Trecho da entrevista dada ao Fantástico, da Rede Globo, no domingo (12). E, acrescentou: “Quando eu fiz meus trabalhos, quando eu comecei no Ceará, depois me chamaram para o Rio de Janeiro, como ia imaginar que ia fazer 50 filmes? O que eu mais queria fazer era cinema. E consegui 50 fazer filmes”.

Nascido no interior do Ceará aos treze dias de janeiro do ano de 1935, bacharel em Direito e filho do escritor sobralense Paulo Ximenes Aragão (1897-1979) e da professora Dinorá Lins (1894-1977). Em 1955, tornou-se oficial do Exército (segundo-tenente de infantaria), formado pelo Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR). Ainda estudante de Direito, em 5 de setembro de 1958, enquanto voltava de Recife para Fortaleza, Renato era um dos passageiros a bordo do avião Curtiss C-46 Commando, do Lóide Aéreo Nacional, que caiu na região do Serrotão, próximo ao Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande (PB). Ele e um amigo sobreviveram ajudando outros sobreviventes até a chegada dos socorristas, que abriram caminho na mata com facões para chegar ao local da queda. Renato e o amigo andaram até uma cidade próxima onde souberam que haviam sido dados como mortos, pelo rádio. A muito custo, conseguiram voltar para Fortaleza. Anos depois, formou-se em Direito, na Faculdade de Direito do Ceará, em 1961. Renato Aragão é primo do ator e diretor Paulo Leão.
Aos 24 anos, inscreveu-se num concurso da TV Ceará para trabalhar como “realizador” – uma espécie de diretor, redator e produtor de programas. Ele venceu, demonstrando seu talento e em pouco tempo já trabalhava como ator. O primeiro programa de televisão de que participou foi Vídeo Alegre. Em 1964, Renato mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de estudar direção de programas e logo foi contratado pela TV Tupi de São Paulo para trabalhar no humorístico.

EMBAIXADOR DO UNICEF
Além de sua carreira no entretenimento, Renato se orgulha do trabalho social. “O que mais eu gosto de lembrar até hoje foi quando eu fui convidado pra fazer Unicef.” Renato Aragão é embaixador do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) no Brasil desde 1991 e, por décadas, participou da campanha Criança Esperança, uma parceria da Globo com o Unicef e depois com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
Não havia um só domingo que eu e meus irmãos, ao lado de meu pai (in memorian) não parássemos pra assistir o programa “Os Trapalhões”, comendo pipoca e dando altas gargalhadas. Vida longa pra você, Renato Aragão e gratidão por fazer tanta gente rir e se divertir com seus programas e seus filmes..
Por Rony Cysney
Fonte das fotos e pesquisa: wikipedia.org / G1.globo.com



