Por Gilanio Calixto.
Como sabemos a Páscoa é uma festa milenar para os cristãos, um momento e uma fase de reflexão, de tradições, de experiências entre o Divino e o Humano, entretanto você já parou para pensar sobre os seus significados? A Sexta Feira Santa ou o Domingo de Páscoa geralmente é o que mais se comenta, se apresenta e todos dão maiores destaques para esses dias. E o Sabádo de Aleluia? Você sabe algo a respeito? Qual o significado deste grandioso momento e deste dia? Fica comigo e em dois minutos vamos debater juntos.
Pois bem, existe um dia no calendário que quase ninguém sabe explicar, mas que todos em algum momento da vida já sentiram. É o Sábado Santo. Um dia sem aplausos, sem respostas, sem milagres visíveis. Um dia em que o céu parece em silêncio e o coração em suspensão, com certeza você já sepultou alguém que ama e já experimentou o retorno para casa e o amanhecer do dia seguinte sem a presença fisica daquela pessoa? Dói profundamente na nossa alma não é? É uma especie de coração vazio, casa vazia, dor imensa de saudades e etc.
Depois da dor da sexta-feira quando tudo parece ter acabado chega esse sábado estranho onde não há mais gritos, nem multidões, nem esperança aparente, nem presença fisica e com Jesus não foi diferente. Os discipulos, as multidões, a mãe de Jesus e seus familiares apesar de conviver e crer no Mestre ficaram também apenas o vazio, na espera da promessa, nas saudades da sua voz ressoante. E talvez seja justamente por isso que esse dia seja tão humano, tão parecido com a nossa realidade humana.
Por isso é também conhecido como o “sábado do silencio”, onde o poder e a politicagem dos poderosos na época parecia ter vencido, a injustiça triunfava nas linguas e nos corações de muitos, a satisfação de ter vencido paraíva nas mentes daqueles que O crucificaram e que O mataram.
O Sábado Santo é o dia de quem já perdeu algo importante. É o dia de quem orou e não viu resposta. É o dia de quem acredita mas está cansado.Eu diria que é o dia em que a fé não se manifesta em palavras bonitas, mas em silêncio persistente e profundo.
Naquele tempo os discípulos estavam assim: perdidos, com medo, sem entender nada e que tudo o que acreditavam parecia ter sido sepultado junto com Ele e ainda assim, mesmo sem compreender o amor que sentiram não desapareceu.
E é aqui que mora a grande lição desse dia em que muito nos tem a ensinar que nem sempre Deus se revela no barulho dos milagres, no barulho das nossas expectativas, sempre tenho defendido que Ele trabalha no silêncio, naquilo que muitas vezes é invisível aos olhos humanos, no intervalo entre a dor e a promessa como também no tempo em que tudo parece parado mas não está, parece estar morto mas não está.
O Sábado Santo nos ensina que nem todo silêncio é ausência, por vezes é preparação, é um deserto que precisamos enfrentar, pois nem toda espera é perda, mas sim geralmente nos transforma, pois tudo passa e no dia seguinte temos mais uma chance. E quando o domingo chegar porque ele sempre chega iremos grande parte de nós entender que o silêncio não era o fim, que nada termina aqui e era Deus escrevendo em segredo no seu tempo, a nova Vida, a Ressurreição, a Vitória, um novo recomeço.
E Você? Já ficou no silêncio esperando? Perdeu as forças? Perdeu as esperanças? Ficou sem fé?
Gostou da abordagem?
Fonte do texto: Própria autoria.
Imagem Internet – site: VATICAN NEWS.
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Gilanio Calixto Velez
Advogado e Professor
Advogado especialista em Direito Previdenciário e em Direito de Familia
Professor Universitário em Direitos Humanos e Educação Emocional
Palestrante Motivacional e de Carreira Profissional e Autor de Livros
Fundador do Instituto de Desenvolvimento Humano – Crer & Ser – Metodologia e Projeto de Vida – Campina Grande – PB e Queimadas – PB
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