Por Dôra Paiva
É público e notório para a nossa sociedade, que nas últimas décadas está passando por vários problemas, seja no nível pessoal ou no social. Esses problemas vem afetando de forma avassaladora, a estrutura psicoemocional das pessoas. Em razão desses fatores, cada vez mais há uma preocupação muito importante, quanto a preservação e manutenção da Saúde Mental.
Baseando-se nessas condições, a coluna Positividade, traz para os seus assíduos leitores, um tema pouco discutido e divulgado na mídia. Esse assunto mostra uma configuração bastante questionada e de difícil aceitação, pelas pessoas. Estamos falando da complicada SÍNDROME DE ESTOCOLMO, também conhecida como SÍNDROME DA VINCULAÇÃO AFETIVA DE TERROR OU TRAUMÁTICA.
O QUE É A SÍNDROME DE ESTOCOLMO?
Ela é um estado psicológico, em que as vítimas, sejam por agressão, sequestro ou abusos de qualquer espécie, desenvolvem um sentimento de amorosidade ou de empatia em relação ao seu agressor. Nesse contexto, ao invés da repulsa é criado um laço emotivo muito forte entre eles.
POR QUE ESSA DENOMINAÇÃO?
A expressão foi criada pelo criminalista NILS BEJEROT, em 1973, após o acontecimento de um assalto, que teve a duração de 6 dias. Nesta ocasião, os assaltantes fizeram várias pessoas de refém, chamando a atenção do mundo. Esse assalto aconteceu em um banco existente na capital da Suécia, daí a denominação Estocolmo. Durante esses dias de pânico e terror, as vítimas desenvolvem um sentimento de afetividade, pelos seus sequestradores. Essa atitude das vítimas, chamou atenção do mundo, que estranhou o comportamento dos sequestrados.
COMO SE CONFIGURA A SÍNDROME DE ESTOCOLMO?
1.A vítima deve estar como refém durante um período.
2.O contato entre vítima e agressor deve ser pessoal e contínuo.
3.Os agressores tratam as suas vítimas no cativeiro, de forma amigável. Sem agredi-los física ou verbalmente.
QUAIS SÃO OS SINAIS APRESENTADOS NA SÍNDROME DE ESTOCOLMO?
1.As pessoas desenvolvem sentimentos positivos e simpatizantes pelos seus agressores.
2.As vítimas desenvolvem sentimentos negativos e revoltantes em relação aos policiais e demais autoridades.
QUAL O TRATAMENTO PARA A SÍNDROME DE ESTOCOLMO?
Por ser a uma Síndrome ainda considerada rara, os seus sinais ainda estão sob rigorosos estudos e pesquisas. Isto por que a comunidade de Psiquiatria, ainda não a reconhece como uma Doença Mental. Devido a esse contexto os sintomas e o diagnóstico ainda estão sob observação. Porém, ao mínimo de apresentação desses sintomas, é aconselhável que se procure uma orientação e supervisão de um profissional médico especializado, assim como também de um psicólogo. Eles juntos, buscarão um tratamento mais adequado, para amenizar a sintomatologia.
Enquanto a SÍNDROME DE ESTOCOLMO, traz o processo de envolvimento afetivo entre vítima e agressor, existe uma outra conotação que é totalmente contrária a ela. Estamos falando da SÍNDROME DE LONDRES. Nela os reféns passam a desenvolver uma grande aversão e antipatia pelos seus agressores.
Pois é meus caros, a cada dia vamos avançando e conhecendo os mistérios que envolvem a estrutura psicoemocional das pessoas. Vamos nos manter no equilíbrio e na serenidade. Vamos buscar trabalhar a nossa psicosfera em nome do nosso bem estar. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Referências
Texto: www.tuasaude.com
Imagem: www.pinterest.com.br



