Por Aíres Lacerda
Você já se pegou reagindo impulsivamente a uma situação e depois se arrependeu? Talvez tenha dito algo sem pensar, tomado uma decisão precipitada ou sentido uma emoção avassaladora que parecia incontrolável. Se isso já aconteceu, saiba que você não está sozinho. Muitas pessoas vivem no “piloto automático emocional”, sem perceber que podem reprogramar suas emoções e ganhar mais equilíbrio. Se o que eu disse até aqui fez você se lembrar de alguma situação ou de alguém, a leitura dessa matéria pode fazer toda a diferença!
O Piloto Automático Emocional
Nosso cérebro é programado para responder rapidamente aos estímulos do ambiente. Quando enfrentamos desafios, o sistema límbico (especialmente a amígdala) é ativado, gerando reações automáticas como medo, raiva ou ansiedade (LeDoux, 2002). Isso é útil em situações de perigo real, mas, no mundo moderno, pode nos fazer reagir exageradamente a estímulos que não representam uma ameaça real. Quer ver um exemplo?
Imagine que seu chefe chega e lhe comunica que dentro de algumas horas irá se reunir com você de forma inesperada. Sua mente, sem informação suficiente, pode disparar um alerta de perigo: “O que eu fiz de errado?”. Seu corpo responde com tensão muscular e aceleração do coração, preparando-se para uma “ameaça” que provavelmente nem exista.
Autoconsciência Emocional: O Primeiro Passo para o Controle
Autoconsciência emocional é a habilidade de reconhecer e compreender suas próprias emoções (Goleman, 1995). Quanto mais você se conhece, menos refém fica das reações automáticas. Para desenvolver essa consciência, faça a si mesmo perguntas como:
O que estou sentindo agora?
O que desencadeou essa emoção?
Essa reação é realmente necessária?
Diário emocional, mindfulness e terapia são ferramentas poderosas para esse autoconhecimento. Quanto mais você identifica padrões emocionais, mais fácil se torna modificá-los.
Reprogramando Suas Emoções
A boa notícia é que o nosso cérebro é treinável e você pode treiná-lo para reagir de forma mais equilibrada. Achei importante trazer algumas estratégias para te ajudar, elas incluem:
1. Respiração Consciente
Exercícios de respiração profunda ativam o sistema nervoso parassimpático, reduzindo o impacto de emoções intensas (Porges, 2011). Uma técnica simples é a respiração 4-7-8: inspire, puxando o ar pelo nariz por 4 segundos, segure ao ar por 7 segundos e expire pela boca durante 8 segundos.
2. Reestruturação Cognitiva
Substitua pensamentos automáticos negativos por alternativas mais racionais. Se você pensa “não sou capaz”, reformule para “estou aprendendo e melhorando a cada dia” (Beck, 1976).
3. Treinamento da Gratidão
Focar no positivo altera o padrão de funcionamento do cérebro, reduzindo a resposta ao estresse (Emmons & McCullough, 2003). Ao final do dia escreva três coisas pelas quais você é grato, pratique todos os dias.
4. Movimento e Conexão Social
Exercícios físicos e interações sociais liberam endorfinas e ocitocina, ajudando no controle emocional (Ratey, 2008).
Você no Controle
Se suas emoções têm dominado sua vida, saiba que isso pode mudar. Com prática e estratégias adequadas, é possível treinar seu cérebro para reagir de forma mais equilibrada. O primeiro passo é tomar consciência e assumir a responsabilidade pelo seu próprio estado emocional.
Que tal começar agora? Reserve um momento para refletir sobre a última vez que você reagiu impulsivamente. O que poderia ter feito diferente? Compartilhe sua experiência nos comentários ou me envie uma mensagem para aprofundarmos esse tema juntos!
Por: Aíres Lacerda, Terapeuta integrativa especialista em Reprogramação Emocional
Telefone: 71 9 9174 9192 Instagram: @aireslacerda.terapeuta @aireslacerda.treinamentos
Me acompanhe para mais conteúdos sobre autoconhecimento e transformação emocional!
Referências:
Beck, A. T. (1976). Terapia Cognitiva e os Transtornos Emocionais. International Universities Press.
Emmons, R. A., & McCullough, M. E. (2003). Contando bênçãos versus fardos: Uma investigação experimental sobre gratidão e bem-estar subjetivo na vida diária. Journal of Personality and Social Psychology, 84(2), 377-389.
Goleman, D. (1995). Inteligência Emocional: Por que ela pode importar mais do que o QI. Bantam Books.
LeDoux, J. (2002). O Cérebro Emocional: Os Mistérios da Vida Emocional do Cérebro. Simon & Schuster.
Porges, S. W. (2011). A Teoria Polivagal: Fundamentos Neurofisiológicos das Emoções, Apego, Comunicação e Autorregulação. Norton & Company.
Ratey, J. J. (2008). Faísca: A Revolucionária Nova Ciência do Exercício e do Cérebro. Little, Brown and Company.




Excelente perspectiva Dra. Aíres Lacerda Couto 👏👏👏👏 precisamos aprender a gerenciar nossas emoções a fim de vivermos a vida de uma forma mais leve.
A reprogramação emocional me ajuda a identificar quando estou ficando ansiosa e procuro logo mudar o foco e a técnica da respiração me ajuda muito a me regular.