Por Viviane Romanio
Você ja teve a sensação de que os dias passam rápido demais e, mesmo assim, quase nada muda?
Essa impressão pode ser um forte indicativo de que você está vivendo no piloto automático.
Nesse estado, repetimos ações sem refletir, seguimos rotinas sem propósito e tomamos decisões sem conexão com nossos verdadeiros desejos. Não é preguiça, nem desinteresse, é apenas o resultado de uma vida acelerada, cheia de distrações e cobranças.
O problema é que, quando o piloto automático se torna o padrão, perdemos a capacidade de viver com intenção
O celular toca. Você se levanta da cama, toma banho, toma café, se arruma, pega o transporte, leva o filho na escola, chega ao trabalho, dia após dia.
A rotina, esse movimento constante, incluindo as mesmas atividades, pode facilmente levar o cérebro ao que chamamos de “piloto automático”, um dos maiores inimigos da atenção.
A rotina tem sua importância e nos ajuda a economizar tempo e esforço mental; além de nos dar segurança quanto aos resultados que queremos obter, mas há limites para ela.
Viver no automático é não desfrutar plenamente de cada momento da vida. Em meio a uma sociedade em que tudo “é para ontem”, vive-se de forma acelerada.
Alguém que vive no automático não se atenta aos detalhes do cotidiano, tendo dificuldade para se relacionar de maneira mais profunda com as pessoas e o ambiente ao redor.
Isso pode gerar, mais ou menos tempo, uma certa sensação de vazio ou falta de satisfação.
Um dos sinais mais comuns de que estamos no piloto automático é a fadiga sem causa aparente. Mesmo após uma boa noite de sono, o corpo desperta sem energia, como se a mente já estivesse exausta antes mesmo do dia começar. Esse esgotamento muitas vezes não vem do que fazemos, mas de como fazemos: sem entusiasmo, sem consciência e sem conexão emocional com as tarefas.
Dessa maneira, buscar apreciar como os nossos sentidos se relacionam com cada ato, por menor que ele seja, exercita a consciência e nos ajuda a desfrutar o dia com plenitude.
Fique atento a esses sinais e verifique se você está presenciando alguns deles no seu dia a dia.
Já se pegou em algum lugar e se perguntou: “o que eu estava indo fazer mesmo?”.
Esse pode ser um indicativo da vida no automático.
Planejar o que será feito no dia é uma ótima maneira de ganhar consciência no cotidiano.
Se você passa horas pensando em situações hipotéticas que provavelmente não irão acontecer, isso significa que sua mente está acelerada.
Diante disso, é interessante buscar ajuda da psicoterápica para te auxiliar a organizar os pensamentos e viver com maior consciência.
Viver no automático faz mal à saúde e repercute não só na saúde emocional, mas também no bem-estar físico.
Como mudar esse hábito?
Uma medida simples para mudar o hábito de viver no automático é estar atento aos detalhes da rotina.
Desde levantar-se da cama, até conversar com um amigo, tudo isso pode ser vivenciado de forma diferente se a consciência for exercitada.
Nesse aspecto, selecionar o que iremos fazer, priorizando o que tem mais sentido na vida, é essencial para melhorar o bem-estar emocional e até mesmo físico.
Afinal, uma vida acelerada faz com que sacrifiquemos a qualidade das atividades e interações para que possamos realizar cada vez mais e mais.
Viver no automático pode trazer uma série de repercussões negativas para a vida.
Se você está vivendo no piloto automático, desacelere, faça pausas e procure por um profissional de saúde mental, caso sinta necessidade para te ajudar nesse processo.
Referências
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/05/15/viver-no-modo-automatico-nos-deixa-doentes-diz-pesquisadora-de-harvard.htm
https://empreendacomproposito.com.br/aprenda-como-sair-do-piloto-automatico-e-ter-um-proposito-de-vida/



