Por: Nutricionista Davi Mascarenhas, instagram: @davinutricionista
Muito além do que é comumente divulgado, o whey protein possui uma grande aplicabilidade clínica além de somente aqueles que praticam musculação e querem maximizar sua hipertrofia sendo saudáveis. Na verdade, apresenta maior relevância principalmente para indivíduos com DM2 e idosos, devido à características inerentes dos dois processos. Por isto, ao atender pessoas que tem similaridades com aquelas trazidas em cada um dos capítulos deste e-book, considere a utilização inteligente deste suplemento e ao mesmo tempo também saiba que a utilização por parte dos praticantes de musculação não é obrigatória e em maior parte das vezes, dispensável. Muito além do que é comumente divulgado, o whey protein possui uma grande aplicabilidade clínica além de somente aqueles que praticam musculação e querem maximizar sua hipertrofia sendo saudáveis. Na verdade, apresenta maior relevância principalmente para indivíduos com DM2 e idosos, devido à características inerentes dos dois processos. Por isto, ao atender pessoas que tem similaridades com aquelas trazidas em cada um dos capítulos deste e-book, considere a utilização inteligente deste suplemento e ao mesmo tempo também saiba que a utilização por parte dos praticantes de musculação não é obrigatória e em maior parte das vezes, dispensável.
WHEY PROTEIN PARA DIABÉTICOS TIPO 2
– Uma população que se apresenta como bons aproveitadores do uso de whey protein são os diabéticos, especialmente aqueles que possuem o tipo 2, ocasionado em grande parte por um estilo de vida sedentário e excesso de tecido adiposo. Nessa doença, ocorre a resistência à insulina, que se dá em diferentes frentes: a incapacidade de secretar insulina suficiente pelas células beta pancreáticas e a dificuldade na ligação da insulina com seu receptor na membrana das células, especialmente muscular. Logo, se algo for capaz de estimular a insulina em maior magnitude, contribuirá para o controle dessa condição. O whey protein se apresenta como um recurso destes. Como é demonstrado por Salehi e colaboradores em 2012, o whey protein consegue estimular a produção de insulina numa magnitude maior que a do pão branco devido a seu agonismo das incretinas, principalmente GLP-1 e GIP, que conseguem interagir com receptores na célula beta-pancreática, estimular a produção e liberação de insulina. Com uma quantia maior de insulina circulante, o controle glicêmico se torna mais facilitado por parte desses indivíduos. Obviamente, isso não substitui um tratamento medicamentoso, a exemplo da metformina, conhecida por ser um tratamento de primeira linha e que surte efeitos numa magnitude muito maior. Entretanto, a utilização dessa fonte proteica se apresenta vantajosa. É importante também mencionar que isso não é um efeito exclusivo do whey protein. Outras fontes, como o peixe branco, também possuem um forte efeito insulinotrópico. Um segundo ponto a ser mencionado também é que se faz necessário a perda de peso — em maioria das pessoas com DM2 — para a melhor sensibilidade à insulina e controle da condição. No DM1, o whey protein também apresenta uma boa aplicabilidade clínica a fim de estimular a secreção de insulina por parte das células beta pancreáticas restantes.
WHEY PROTEIN E IDOSOS
-Outro grupo de pessoas que são muito beneficiados pela suplementação de whey protein são os idosos. Como mencionado nos tópicos anteriores, o whey protein possui uma alta capacidade de estimular a síntese proteica muscular quando comparado a outras fontes proteicas. Os idosos possuem uma tendência à resistência anabólica por dificuldades de extração dos aminoácidos do intestino para a corrente sanguínea, incorporação destes no músculo e dificuldade no estímulo de vias anabólicas, como aponta Alan Aragon e colaboradores (2023). Sendo assim, estes indivíduos possuem uma maior necessidade de proteína para contrabalancear estes fatos (cerca de 1.0g/kg para aqueles que são saudáveis e 1.2-1.4g/kg para aqueles em situação de sarcopenia), mas, paradoxalmente, possuem uma menor capacidade de digestão e sentem muitas dificuldades em ingerir uma maior quantia de proteína pelo excesso de saciedade e mastigação que é requisitado. Portanto, a suplementação de whey protein se apresenta de grande utilidade nesse público, até mesmo mais que em indivíduos praticantes de musculação.
WHEY PROTEIN PARA PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO
– Provavelmente os indivíduos que menos possuem a necessidade de utilizar whey protein são aqueles que praticam musculação e são saudáveis. Paradoxalmente, são aqueles que mais consomem whey protein com a crença de que seria uma fonte proteica superior para ser alocada em seu padrão alimentar e conseguir uma maior hipertrofia muscular.
A necessidade por parte desses indivíduos reside em 2 aspectos: a facilidade para consumir mais proteína, se alocando na recomendação de 1.6 2.2g/kg, é bem maior quando comparado a pessoas com dificuldade de ingestão, como idosos, por exemplo. É facilmente conquistado essa ingestão com 100g de queijo minas frescal e 250g de peito de frango/patinho grelhado para um indivíduo de 70kg de massa corporal. Lembrando que os alimentos de origem vegetal ricos em proteína também devem ser considerados nessa contagem. E por mais que o whey protein seja muito potente em estimular a síntese proteica muscular, desde que a ingestão esteja em pelo menos 1.6g/kg, a diferença na hipertrofia muscular em si, mensurado através de ultrassom ou ressonância magnética, é nula, como aponta Hevia-Larraín e colaboradores (2021).
Referências: EBOOK GRUPO DE ESTUDOS DUDU HALUCH.



