Por Dora Paiva
Hoje, adentraremos na parte final desse conteúdo. Para mim, ela representa o período mais desafiante e até assustador, no que se diz a respeito para o combater as estruturas que se configuram no processo de tendências e tentativas ao SUICÍDIO. Como profissional da área Holística, ela sempre será uma grande batalha, na qual precisaremos utilizar todos os recursos possíveis e viáveis, para desconstruir e transmutar essa energia deletéria.
Ela é uma linha muito tênue e repleta de situações perigosas, instigantes e até contraditórias. Pelo fato de ser uma etapa para desconstrução e realinhamento, esse “combate” vai requerer a implantação de uma rede de apoio, proteção e solidariedade.
A Organização Mundial da Saúde – OMS, sempre priorizou e enfatizou a Campanha de Prevenção ao Suicídio, por entender que o mesmo, provoca um violento impacto para amigos e familiares, assim como também para a sociedade como um todo. Aqui no Brasil, desde 2019, foi sancionada a Lei Federal 13.819, que instituiu a Politica Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, que a cada ano é realimentada pelas estatísticas divulgadas.
As ações preventivas e os protocolos de atendimento:
a)Identificação dos sinais de alerta – entre eles estão: o distanciamento das pessoas, a depressão, o bullying, o fanatismo religioso, a mudança comportamental, dentre outras.
b) Acolhimento preventivo- na percepção dos sinais, se faz necessário acolher, ouvir, aconselhar e orientar de forma clara e objetiva, sem os sinais de recriminação.
c) Encaminhamento para tratamento – com muito cuidado e precisão, devemos começar um diálogo, claro e entusiasta.
d)Busca dos canais especializados- existem várias instituições que se especializaram nesse contexto, o mais conhecido hoje é o CVV, cujo diálogo é feito no anonimato. A tarefa desse Centro de Valorização da Vida, tem auxiliado de forma precisa, na desconstrução dessa estrutura. Assim como também outras instituições parceiras nesse desiderato.
e)Os protocolos – vários que estão a disposição dos profissionais, para serem adotados dentro da necessidade de cada pessoa. Um protocolo só deverá ser adotado, após a entrevista anamnéstica, na qual o profissional entrará na essência do cliente.
Como sempre orientamos, a escolha do profissional é tarefa fundamental para o sucesso do protocolo. Enfim, durante a sua execução, uma rede de apoio se formará através da confiança e credibilidade. Esses dois pilares, são o alicerce para a desconstrução desse círcuito de dor e sofrimento. Pense nisso carinhosamente. Namastê!
Texto: www.tuasaude.com
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