Por Dora Paiva
@dorapaiva 51
Aparentemente essa afirmação pode até aparecer para os olhos humanos, como um contra senso, isso porque tradicionalmente, fomos educados no social para o imediatismo e por essa razão, não paramos para perceber e avaliar, que tudo que acontece em nossa vida, seja ela pessoal e ou profissional, tem uma construção anterior. Ou seja, as nossas dificuldades, os nossos desencantos, as nossas angustias e ansiedades, são frutos de acontecimentos e situações que foram anteriormente criados.
As nossas escolhas inconsistentes e desestruturadas, vão provocar as aberturas de ferimentos profundos, que seguem conosco, por toda nossa a existência, caso as mesmas não sejam avaliadas e tratadas corretamente. Essas situações, proporcionam efeitos que serão letais, desencadeando uma série de processos desequilíbrantes e desarmoniosos.
Como trabalhar adequadamente essa situação? Quais os elementos necessitam serem observados? Como requisitar auxílio e ajuda para a superação desses quadros? Esses são os grandes questionamentos. Como e quando deveremos agir?
Nesse exato momento, é que a Assessoria Terapêutica, vai entrar em atividade. Porém, isso não significa que a introdução dessa Ação Terapêutica, fará uma mágica da noite para o dia, transformando todo o quadro vivencial. Mas, essa atividade será primordial para a construção de um novo padrão e de uma nova visão existencial. Será preciso identificar as causas e observar os efeitos que poderão surgir. E como esses pontos serão abordados? Quais posicionamentos serão adotados? Quais protocolos serão acionados?
O MECANISMO DAS AÇÕES:
1) Identificação das Causas: um acontecimento no passado e que o mesmo não foi devidamente trabalhado, poderá ter grande repercussão no presente, promovendo ansiedade, estresse e desajuste emocional. Cabe ao Terapeuta, a responsabilidade em conjunto com o seu cliente, fazer um contato, com o fato que deu procedência ao contexto atual.
2) Percepção do fato: observar o episódio com um olhar criterioso e pontual. Evitar o julgamento. Olhar para o mesmo com um sentimento de percepção, sem a crítica, mas com um propósito de crescimento e transformação.
3) O propósito: é preciso olhar para trás e buscar o entendimento do erro ou equívoco existente. Mas com a grande vontade de não incidir nos contratempos ou erros. Assim dessa forma, iremos trabalhando para a construção de um futuro melhor. Pense nisso carinhosamente!
Texto autoral, baseado em um fato real, trazido por um cliente, em atendimento terapêutico.
Imagem:www.pinterest.com.br/ carlenebrasil.



