Por: João Vitor Neves de Oliveira
Instagram: @vjoao_neves
Bicampeão consecutivo da Champions League e agora bicampeão da Supercopa da Europa, o PSG já não parece mais um projeto em construção. É uma realidade. E existe uma mudança importante por trás disso.
Durante anos, quando se falava em PSG, a primeira coisa que vinha à cabeça eram os grandes nomes. Ibrahimović, Neymar, Messi, Mbappé. Jogadores que faziam o clube parecer uma coleção de estrelas em busca de um objetivo que nunca chegava: a Champions. Hoje, a lógica parece ser outra.
O PSG não precisa mais ser definido pelo nome de quem está no elenco. Ele passou a ser definido pelo próprio time. E talvez essa seja a maior vitória do projeto. O clube deixou de buscar desesperadamente a próxima grande estrela do futebol mundial e passou a construir uma equipe em que o coletivo é a principal estrela. Não existe necessariamente aquele jogador que concentra todos os holofotes ou que parece estar muito acima dos demais. Existe um conjunto tão bem encaixado que a ausência de um grande protagonista individual deixa de ser um problema.
E isso diz muito sobre o momento atual do PSG. O clube não abandonou a ambição. Muito pelo contrário. Continua conquistando, disputando os maiores títulos e se colocando entre as grandes forças da Europa. A diferença é que agora não parece precisar provar sua grandeza através de grandes contratações.
Antes, o PSG queria montar um time de estrelas para conquistar a Europa. Hoje, o próprio time se tornou a estrela. E talvez seja justamente por isso que o PSG tenha deixado de ser apenas um clube com grandes jogadores para se transformar em uma grande equipe.
A Supercopa da Europa é mais um troféu. Mas, para o PSG, talvez represente algo maior: a confirmação de que o projeto mudou — e funcionou. Já não é mais sobre quem o PSG consegue contratar. É sobre aquilo que o PSG consegue construir.



