Por Dra Thayse Santos
@dra.thaysesantos
Você já se olhou no espelho e percebeu uma nova linha de expressão, uma pequena flacidez ou uma mudança no contorno do rosto? Com o passar dos anos, nossa aparência muda. A pele perde parte da elasticidade, algumas linhas ficam mais evidentes e o rosto começa a contar um pouco da nossa história. Mas será que todas essas marcas precisam desaparecer? Envelhecer não é um problema que precisa ser corrigido.
Hoje, existem diversos tratamentos estéticos capazes de suavizar sinais do envelhecimento, melhorar a qualidade da pele e valorizar os contornos faciais. Os preenchimentos, por exemplo, podem ser indicados em situações específicas, sempre respeitando a anatomia e as características de cada pessoa. Mas existe algo que merece tanta atenção quanto a técnica: a naturalidade.
Também é importante lembrar que o envelhecimento não acontece da mesma forma para todos. Genética, hábitos de vida, exposição solar e cuidados diários influenciam a maneira como a pele muda ao longo dos anos. Por isso, não existe uma idade certa para começar a cuidar da aparência, nem um padrão que todos precisem alcançar. O melhor caminho é compreender as necessidades da própria pele e escolher, com orientação profissional, o que realmente faz sentido para você.
Nem toda ruga precisa ser preenchida. Nem toda flacidez exige um procedimento. E nem sempre fazer mais significa alcançar um resultado melhor. O cuidado estético deve considerar a idade, a saúde da pele, as necessidades individuais e, principalmente, aquilo que realmente incomoda cada pessoa. Existe uma diferença entre cuidar de si e tentar apagar o próprio tempo.
As marcas de expressão também fazem parte da nossa identidade. Elas acompanham sorrisos, preocupações, conquistas e experiências. Não precisamos abrir mão delas para nos sentirmos bonitas. A estética pode ser uma aliada quando respeita quem somos, sem transformar nossos rostos em versões padronizadas de beleza. Talvez o segredo não seja parecer mais jovem a qualquer custo, mas olhar para o espelho e gostar da imagem que encontramos — em cada fase da vida. Porque envelhecer faz parte da vida. Cuidar de si também.
Estética não é sobre parecer outra pessoa. É sobre voltar a se reconhecer.
Dra. Thayse Santos é médica pós-graduada em Dermatologia pela Sanar Pós, com atuação em estética médica, beleza e qualidade de vida. Une ciência, cuidado individualizado e valorização da naturalidade em sua prática.
Nesta coluna, traduz a estética médica para uma linguagem clara e acolhedora, trazendo informação, reflexão e cuidado para quem deseja se sentir bem na própria imagem.



